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Justiça Federal bloqueia bens de servidora que desviou R$ 554 mil


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O Ministério Público Federal em Marília (100 quilômetros de Bauru) obteve a indisponibilidade dos bens da técnica do INSS Gonçalina Joana Moreira Valentim, no valor de R$ 554,4 mil. A servidora é ré em ação de improbidade administrativa por ter inserido dados falsos no sistema informatizado da Previdência Social para obtenção de benefícios indevidos. Também por solicitação do MPF, ela terá a aposentadoria cassada. As medidas determinadas pela Justiça Federal têm como objetivo garantir o ressarcimento dos danos materiais causados aos cofres públicos.


Até o fechamento desta edição, ela não tinha sido localizada pelo JC. Os atos de improbidade foram cometidos entre o ano 2000 e agosto de 2012. Gonçalina se valeu da facilidade que o cargo lhe proporcionava para acessar o banco de dados informatizado do INSS e criar segurados fictícios, sem que qualquer processo físico de concessão dos benefícios tivesse sido instaurado.


Nomes falsos


Os nomes dos falsos beneficiários recebiam o sobrenome da ré e o CPF de pessoas falecidas ou inexistentes, ou ainda o CPF da própria servidora ou de seus parentes.


Ao todo, Gonçalina criou 22 benefícios de forma fraudulenta, tendo recebido R$ 554,4 mil ao longo de 12 anos. Na maioria dos casos, a conta bancária indicada para pagamento estava em nome da ré.  

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