Bairros

Saber cozinhar também é uma herança passada entre gerações

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 2 min

Quem não tem uma receitinha de doce ou salgado passada de geração em geração na família? Há quem herde além das receitas e carregue consigo o dom da arte culinária.

Esse é o caso, por exemplo, de Claudete Rosa de Jesus da Silva, mais uma cozinheira “de mão cheia” homenageada pelo JC nos Bairros desta edição.

“Minha mãe foi uma cozinheira muito boa mesmo. Eu cresci vendo minha mãe trabalhar com a comida. Comecei a cozinhar aos 15 anos em casa. Aos 18, passei a trabalhar em casas de família, onde também cozinhava. Ainda me recordo do primeiro prato que cozinhei sozinha: carne com batatas”.

Atualmente, além de trabalhar como empregada doméstica, onde também domina o fogão, Claudete faz bolos, tortas e doces por encomenda em sua residência, no Nova Bauru, o que garante renda extra para a família.

“Todo mundo gosta da minha comida. E eu também gosto. Acho que este é o segredo. Quando você gosta do resultado do que faz, não tem como os outros não gostarem”, acredita.

Doces

Doce ou salgado? O forte de Claudete são os doces, confessa. “Por isso decidi aceitar encomendas para casamentos, aniversários... As crianças são os clientes mais felizes quando a encomenda é doce”, diz, satisfeita.


Duas décadas e meia de profissão

Desde que decidiu transformar os dotes culinários em profissão, lá se vão 25 anos que Raimunda Moura Castro, conhecida como Marisa, divide seus afazeres entre as cozinhas de casa e de restaurantes.

“Hoje trabalho em um restaurante especializado em carnes. Antes, trabalhei em dois outros. Comecei cozinhando para a família. Veio a necessidade de trabalhar fora e, como todos gostavam da minha comida, optei por ser cozinheira profissional”, recorda.

Marisa explica que a rotina de uma cozinheira profissional exige muita responsabilidade para levar sabor à mesa dos clientes. “Mas eu amo o que eu faço, por isso tudo dá certo”.

Tempo integral

A maioria dos profissionais pode até deixar os utensílios de trabalho em casa, mas não a cozinheira. Quando Marisa chega em casa, a cozinha também a espera. Dessa vez, o sabor é preparado para a família. O cardápio também é um pouco diferente.

“Na minha residência, eu prefiro fazer pratos tradicionais, aquela comidinha caseira. Todo mundo gosta. Tenho três filhos e quatro netos. Sempre que posso, junto eles e meu marido em volta da mesa. Ver a família comer feliz o que eu preparo com amor não tem preço. Se há uma dica valiosa na cozinha é esta”, afirma a moradora do Parque Jaraguá.

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