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Polícia pede ajuda para que dez cães sejam adotados


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Malavolta Jr.

Cães abandonados ainda estão no mesmo imóvel; polícia pede ajuda de entidades para doação

Um homem recolheu cachorros da rua, mas foi despejado e deixou os animais na casa vazia. Os vizinhos denunciaram. O proprietário da casa chamou a polícia. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) não recolhe os cães porque está superlotado. As polícias Militar Ambiental e Civil autuaram o “dono” dos animais. Mas a história ainda está longe de um desfecho. Autoridades esperam que entidades e grupos de defensores dos animais ajudem a conseguir lares provisórios ou interessados em adotar esses cachorros, todos sem raça definida, de médio e grande portes.


Essa “novela” veio à tona em reportagem publicada pelo JC no último dia 30. Na ocasião, foi relatada a história de um grande número de cachorros que estava em uma casa abandonada na quadra 6 da rua Major Fonseca Osório, na Vila Antártica, em Bauru.


“Os vizinhos reclamam do mau cheiro e do barulho. Estão apavorados, mas, até então, não havia nenhum boletim de ocorrência (BO). Só ficamos sabendo por meio do jornal”, destaca Dinair José da Silva, delegado titular da Delegacia de Crimes Ambientais de Bauru.


O responsável pelos cães, que não teve a identidade revelada pela polícia, recebeu um prazo para tomar as devidas providências, mas alega não ter condições de cuidar dos animais. Na semana passada, ele foi citado pela Polícia Civil, com o boletim de ocorrência (BO), e administrativamente pela Polícia Militar Ambiental, com uma multa.


“O crime de maus-tratos a animais tem pena de 3 meses a 1 ano de detenção e multa de R$ 3 mil por animal. Agora são dez cachorros, ou seja, multa de R$ 30 mil”, explica Silva. De acordo com o delegado, haverá uma audiência na qual o acusado deve se defender e recorrer desse valor. Dependendo da investigação, a família do homem que abandonou os animais também pode responder por omissão.


Como ajudar


E os cachorros? “Eles estão estressados e mal alimentados. Contamos com os grupos que defendem a causa [animal] para que nos ajudem a mobilizar as pessoas. Eles têm contatos, páginas no Facebook e outros meios de encontrar interessados com condições de cuidar bem desses cães. A delegacia se compromete a pedir a avaliação de veterinários antes que eles sejam adotados”, garante o delegado Dinair Silva.


O telefone da delegacia responsável pelo caso é (14) 3235-6500.

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