Tribuna do Leitor

25 horas de apagão


| Tempo de leitura: 1 min

Após ficar por 25 horas sem energia elétrica no bairro Real Village, na cidade de Piratininga, em decorrência da tempestade do dia 10/05, faço alguns questionamentos: por que a empresa responsável pela manutenção do sistema elétrico nos atende tão mal até para uma simples troca de lâmpadas?

Por que, nas frequentes quedas de energia que houve nesse ano, sem temporais, nós ficamos no mínimo 12 horas sem energia enquanto o restante da cidade tem o serviço restabelecido em menos da metade do tempo ou nem fica sem energia? A rede de transmissão que alimenta nosso bairro e o vizinho Bandeirantes depende de manutenção de outras cidades, segundo alguns informes.


Isso procede? Se sim, a Resolução Normativa nº 479/12, da Aneel, que obriga municípios a assumirem a gestão de pontos públicos de luz, se aplicada, vai piorar ainda mais os serviços, visto que dependeremos da manutenção e da caridade de outras prefeituras. Como ficam os direitos do consumidor nessa situação?

Entendo que houve uma situação de caos devido à tempestade ocorrida no domingo, mas no nosso bairro isso é frequente e temos que conviver, desde o final do ano, com o péssimo serviço prestado pela CPFL e frequentes apagões que provocam transtornos e prejuízos. Por quatro vezes este ano perdemos o que estava na geladeira por falta de energia e tomamos banho frio, além de ficar no escuro total.

Temos vários pontos de luz na cidade com lâmpadas apagadas e ainda alguns postes de madeira, como alguns que foram derrubados pela tempestade. Faço uma última pergunta: se o Congresso não derrubar essa resolução absurda da Aneel via projeto de decreto legislativo 1428/13, as cidades receberão as redes deficitárias e em frangalhos?

Julio Cesar Marques

Comentários

Comentários