Em resposta à reportagem "Protesto apoia greve dos professores", publicada nesta sexta-feira (8), a Secretaria da Educação do Estado lamenta não ter sido procurada pela reportagem para checagem da veracidade das informações equivocadas, repassadas por representantes da Apeoesp local. Vale destacar que um professor da rede estadual paulista de Educação Básica, que leciona nos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio e mantém uma jornada de trabalho de 40 horas semanais, recebe salário de R$ 2.415,89 ? 21% maior que o piso nacional ? podendo alcançar até R$ 6.838,13.
A Secretaria destaca ainda que cinco dos seis sindicatos que representam os professores, funcionários, supervisores e diretores da Educação de São Paulo não estão em greve porque entenderam o compromisso do Governo do Estado de manter a mesma política de valorização que garantiu aos funcionários da rede, desde 2011, aumento real de 21% (45% de aumento nominal). Essas entidades também compreenderam que, mesmo neste ano de declínio da atividade econômica no país, o governo anunciou aos funcionários, para este ano de 2015, o pagamento do maior bônus por merecimento da história: R$ 1 bilhão de reais, o triplo do valor pago em 2011. O governo permanece aberto ao diálogo, inclusive com uma pauta que inclui outros compromissos, como o de expandir a assistência médica aos professores temporários. Diante disso, lamenta a decisão da Apeoesp de manter uma greve nitidamente contaminada por interesses incompatíveis com o momento econômico atual, que conflita com a harmonia que pauta o diálogo entre governo e professores e visa prejudicar o cotidiano de quatro milhões de alunos e de seus pais.
Secretaria da Educação do Estado de São Paulo - Assessoria de Comunicação e Imprensa