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Nos últimos segundos, Bauru Basket vence o segundo jogo da semifinal

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 3 min

Aceituno Jr.

Ricardo Fischer foi um dos grandes destaque da partida

Está tudo empatado, mas foi dramático. O Paschoalotto/Bauru derrotou o Mogi por 84 a 81, ontem à noite, no Ginásio Panela de Pressão, e deixa tudo igual (1 a 1) na série melhor de cinco jogos entre as equipes pela semifinais do NBB7. Teve um pouco de tudo. O jogo foi nervoso no início, com as duas equipes com baixo aproveitamento ofensivo. Depois, os bauruenses se acertaram e chegaram a abrir 18 pontos de vantagem. A aparente tranquilidade não se confirmou e o time só garantiu o triunfo nos segundos finais, com uma cesta de três de Ricardo Fischer. As equipes voltam a se enfrentar na sexta-feira, às 19h30, em Mogi das Cruzes, palco dos próximos dois confrontos do playoff.

Jogo

O primeiro quarto foi muito nervoso e cheio de erros. O Paschoalotto ficou atrás no placar até metade da parcial, quando Gui virou em 10 a 9. Em jogo de extrema intensidade, as defesas prevaleceram e o equilíbrio também, com empate em 13 pontos a 2min17s do fim do quarto. Nos instantes finais, a intranquilidade de Mogi ajudou a desequilibrar. E a favor do Bauru. Os visitantes foram punidos com duas faltas técnicas. Alex e Rafael Hettsheimeir aproveitaram para garantir a vantagem: 19 a 13.

Na segunda parcial, Mogi cortou a diferença para dois pontos. Novamente Alex e Hettsheimeir imediatamente responderam. Com marcação agressiva, o Paschoalotto acabou com o espaços para Mogi trabalhar a bola, forçando o erro adversário e dominando o garrafão. Assim, abriu dez pontos, 32 a 22, no meio do quarto. No restante da parcial, a defesa seguiu sendo o diferencial. Mesmo sem o time apresentar um grande desempenho ofensivo, foi para o vestiário com diferença de 11 pontos, 41 a 30.

Defesa sufocante, bom jogo interno e chutes certeiros do perímetro. Desempenho irrepreensível e receita perfeita para fazer 12 a 5 em três minutos e meio, com direito a enterrada que levantou a torcida, e conseguir a maior vantagem na partida, 18 pontos. Mogi esboçou reação, com Tyrone e Jimmy, mas Gui, inspirado nos arremessos da linha dos três pontos, respondeu. Filipin chamou a responsabilidade e em infiltrações foi carregando o time bauruense de faltas e descontando o prejuízo. Bauru ganhou a parcial por um ponto e entrou no quarto final 12 pontos à frente.

Parecia ser vantagem confortável. Parecia que o jogo não seria dramático. Mas não foi o que ocorreu. Mogi fez 11 a 5 em três minutos, diminuindo a distância no placar para seis pontos, 69 a 63. O técnico Guerrinha pediu tempo para orientar a equipe. No retorno, o time não conseguiu escapar da forte marcação do Mogi e estourou o tempo de posse com a bola na mão. Com boa presença no garrafão bauruense, Mogi foi reagindo. Primeiro com Alexandre. A seguir, conseguiu sequência de três rebotes ofensivos para Jimmy fazer de três. Filipin baixou para um ponto, a 3min25s do fim.

Estava instalado o drama. Apreensão da torcida na arquibancada. O time ainda perdeu Murilo com cinco faltas. Coube a Alexandre virar para o Mogi, 72 a 71, a 2min34s. Aí apareceu Ricardo Fischer e acertou do perímetro, recolocando os donos da casa à frente. O jogo voltou a ficar nervoso.

Os momentos decisivos foram muito emocionantes e cheios de alternância. “Cochilando” nos rebotes, o Paschoalotto permitiu sobra a Shamell, que anotou dois pontos, sofre a falta e converteu o lance livre. O Bauru compensou as falhas nos rebotes defensivos pegando duas sobras de bola para, enfim, Robert Day, da zona morta, fazer de três e virar mais uma vez. Mogi chegou ao empate, mas, a três segundos do fim, Fischer, novamente de três, fez explodir a torcida, 84 a 81. Depois de tempo de Mogi, a bola ainda chegou a Filipin, que arriscou da zona morta e acertou o aro. Fim do drama.

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