Simpósio de Enfermagem
Estão abertas as inscrições para o I Simpósio de Enfermagem das unidades da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), que será realizado nos dias 20 e 21 de maio, no auditório Sírius do Hospital Estadual de Bauru. O evento tem como tema central a "precarização da saúde e segurança do paciente". "Nosso objetivo com esse tema é propor aos profissionais de Enfermagem uma reflexão sobre a atuação profissional como um todo, a busca por aprimoramento constante, bem como sobre a própria saúde de quem tem no ato de cuidar sua missão principal. Afinal, é o equilíbrio desses fatores que dará ao profissional condições de garantir plenamente a segurança do paciente", explica a enfermeira Andréa Carvalho, presidente da Comissão Organizadora do Simpósio.
11 horas de evento
Ao todo, estão programadas seis palestras em 11 horas de evento. Todos os participantes receberão certificados. Participam do evento equipes de Enfermagem das cinco unidades estaduais de saúde de Bauru sob gestão da Famesp: Hospital Estadual, Hospital de Base, Hospital Estadual Manoel de Abreu, Maternidade Santa Isabel e AME (Ambulatório Médico de Especialidades). "Qualidade de Vida e Desenvolvimento Profissional" é o tema da palestra de abertura, às 8h, no dia 20, proferida pela advogada Marcela Cristina Vieira Pinto, especialista em Gestão de Planos de Saúde com mais de 20 anos de experiência profissional na área de gestão de risco empresarial.
Doenças tropicais
Na sequência, a partir das 10h30, será a vez do médico infectologista Gustavo Hideki Kawanami, mestre em doenças tropicais e infectologia pela Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB-Unesp), com vasta experiência em controle de infecção hospitalar e segurança hospitalar, ministrar palestra sobre o Núcleo de Segurança do Paciente. À tarde, o evento segue com a palestra "Visita Ampliada: reforçando a importância da rede social e afetiva durante o período de hospitalização". O tema será conduzido pela farmacêutica bioquímica Letícia Cabrini Girotto, que atua como articuladora de Humanização do Departamento Regional de Saúde de Marília (DRS-IX) e é colaboradora do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês em projetos de apoio ao SUS (Sistema Único de Saúde).
Bioética e biodireito
No dia 21, Assistência de Enfermagem, Biodireito e Bioética estão entre os temas abordados nas três palestras programadas. Interessados devem obter um número de acesso ao evento por meio do Núcleo de Ensino e Pesquisa, telefone 3103-7777, ramal 3445. As vagas são limitadas. Estudantes e profissionais da Famesp pagam taxa de R$ 25. Demais interessados, R$ 30. O evento é aberto a enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem de Bauru e região. A programação completa dos dois dias de evento pode ser conferida no site Famesp: https://www.famesp.fmb.unesp.br/
Câncer de ovário
Levantamento do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, mostra que 7 em cada 10 mulheres com câncer de ovário chegam ao hospital com a doença avançada. Mensalmente são realizados mais de 800 atendimentos no serviço de ginecologia do Instituto. Do total de pacientes com tumor de ovário, cerca de 20% têm entre 45 e 54 anos e 70% das mulheres estão acima dos 55 anos, período em que é mais frequente o desenvolvimento do câncer. Entre os fatores de risco estão o histórico familiar e a obesidade. Mulheres que fazem terapia de reposição hormonal e tratamento para a fertilidade também estão mais propensas a desenvolver a doença.
Tumor "silencioso"
O tumor é considerado "silencioso", e os poucos sintomas apresentados costumam ser ignorados pela maioria das mulheres, uma vez que são confundidos com desconfortos comuns como inchaço (aumento) do volume abdominal, menstruação irregular e indigestão. Também podem ocorrer dores abdominais e na região pélvica, perda do apetite e náuseas.
Seis mil novos casos
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontaram aproximadamente seis mil novos casos da doença para o último ano. Apesar da incidência relativamente baixa, o câncer de ovário é o tipo de tumor ginecológico com alto índice de mortalidade. Por isso é importante que as mulheres estejam atentas às mudanças no corpo, bem como a incômodos e dores constantes. "A visita anual ao ginecologista pode ajudar a antecipar o diagnóstico, aumentando as chances de sucesso do tratamento", destaca Jesus Paula Carvalho, coordenador da equipe de ginecologia do Icesp.
Obesidade x câncer
Uma pesquisa da organização britânica Cancer Research UK sugere que a obesidade aumenta em até 40% as chances de mulheres desenvolverem sete tipos de câncer. O problema pode aumentar o risco de câncer de intestino, câncer de mama depois da menopausa, de vesícula biliar, rins, pâncreas, útero e câncer de esôfago. Segundo os pesquisadores, a obesidade pode aumentar o risco de desenvolver câncer de muitas formas. Uma possibilidade é que a doença esteja ligada à produção de hormônios em células de gordura, especialmente o estrogênio.