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Fontes alternativas de energia elétrica

Samuel Ferro
| Tempo de leitura: 2 min

Em outras matérias abordei o problema da escassez de água no Estado de São Paulo e também em outras regiões brasileiras. Até citei a antiga música "de dia falta água, de noite falta luz". Agora os brasileiros estão assustados com as tarifas de ambas, especialmente de energia elétrica, pois elas estão com bandeira vermelha, significando outras fontes geradores, com o consequente aumento do preço da conta paga pelos consumidores. E na subida da "força" vêm a reboque outros aumentos, pois ela é que move, entre outros, o setor industrial.

Também, a exemplo do que está acontecendo no país, está faltando gestão ou sobrando incompetência de quem dirige o ministério que cuida do assunto. Senão vejamos: fora o problema da falta de água para muitas usinas hidrelétricas, temos a desestruturada linha de transmissão que deveria socorrer regiões quando afetadas pela redução do fornecimento. Porém, a falta de incentivo a outras fontes energéticas é uma máxima que se verifica, diferente do que acontece em alguns países que buscam essas alternativas. Porque não é incentivada a pesquisa e industrialização de torres que captam vento e transformam na chamada energia eólica.

Na minha última viagem aos Estados Unidos, verifiquei que um posto de gasolina na cidade de Corpus Christi, no Texas, era totalmente abastecido por uma torre captadora de vento. Temos essa benesse da natureza em praticamente todo o país. Outra opção é a energia solar. Se forem dados apoio e financiamento com custos menores, todo morador poderia ter em sua residência essa matriz que não serviria apenas para esquentar água, mas para suprir as necessidades da família é até mesmo remeter o excedente para a rede, e recebendo por isso, visto que até temos uma legislação que permite ações deste tipo.


Com a baixa dos preços dos produtos sucroalcooleiros, usinas estão fazendo do bagaço da cana uma fonte de renda alternativa importante com a venda da energia derivada de sua queima. Outros produtos de origem agrícolas poderiam também seguir pelo mesmo caminho. Porque não são incentivadas micro e pequenas hidrelétricas em rios que atenderiam comunidades e propriedades rurais. Ainda fala-se pouco da utilização de placas geradoras, instaladas no aproveitamento das ondas do mar, bem como placas instaladas em rodoviais geradas pelo movimento dos veículos. Por último, pergunta-se por que não temos termoelétricas acionadas por álcool que produzimos em abundância?

Necessário seria um setor exclusivo para apoiar essas iniciativas, tanto das secretarias estaduais e o Ministério de Ciências e Tecnologia para o desenvolvimento e apoio aos pensadores de plantão. Claro que não mencionamos aqui as usinas nucleares que estão sendo rejeitadas em muitos lugares pelo risco que causam. A energia nunca vai faltar, o que faltam são ações e vontade política para criar e baixar o seu custo.

O autor é jornalista

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