Tribuna do Leitor

Integridade não é estatística


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As evidências contradizem todo projeto apresentado à sociedade, as diferenças fomentam a vivência de um país heterogêneo, que não está pronto para superar as desigualdades de forma justa. Todas as afirmações apontadas recaem sobre números que estatisticamente representam a população, mas que na dura realidade se distancia do objetivo de absorver o que de melhor poderia se praticar, pois para o povo nada mudou, embora tudo tenha mudado.

Quando discursamos sobre políticas públicas, muitas vezes, pela ignorância e desconhecer o assunto, acreditamos ser perfeito ou mesmo prejudicial, no instante em que o indivíduo constantemente busca oportunidade e crescimento nos deparamos com a dificuldade da realidade que nos remete às etapas tortuosas e que ainda hoje impossibilitam o desenvolvimento de modo equilibrado e aprazível, é o sucateamento das pessoas e seus valores.

A convivência é sempre árdua e a questão da socialização, envolvendo todos os fatores, é humanamente distante o que não quer dizer impossível, analisar e recriar possibilidades para ter a individualidade aceita e respeitada em meio a um grupo que se solidificou como massa de manobra é explorar a condição humana e desbravar muralhas para se chegar a algum lugar.

Responsabilidade e zelo condizem como palavras chave para o bem de uma nação, tudo deveria ser em prol do desenvolvimento e conquistas referentes à sociedade em questão, o planejar além das expectativas, objetivando a concretização e superação de todos os obstáculos.

Mudanças ocorrem e são as causadoras de inovações para o indivíduo que busca o ser interiorizado que se encontra no estado de paralisia e decrescente de sua capacidade. A procura e a oferta não acompanham o mesmo ritmo, é inacessível a garantia dos direitos e exercê-los de maneira simples e justa. Esbarramo-nos com falhas e precariedades que anulam todo o alinhamento para a sociedade iniciar seus atos do cuidar do outro, pela prática em se doar e reivindicar por igual os direitos e deveres. A ação deveria ser condizente com a disseminação das diferenças a ponto de reforçar que o ser humano é capaz de trabalhar em conjunto e destruir a armadura da exclusão e do desrespeito.

Socialmente o que vale é a percepção do ser frente à quebra de raízes desenvolvidas ao longo dos anos é o processo que identifica a relação existente na dificuldade em removê-las, mas que não afirma a impossibilidade de manuseá-las. O que dignifica o homem é ter sua liberdade dentro dos padrões de uma sociedade e saber que seu direito vale tanto quanto o direito do outro e que seus governantes e as politicas aplicadas tem como compromisso a preservação de sua integridade.

Luciana Ap. Teixeira Guilherme de Araújo - Acadêmica de Pedagogia

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