Cultura

"Prata da Casa" leva jazz à Virada

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Única atração autenticamente bauruense na Virada Cultural Paulista em Bauru, a cantora Lu Nóbrega inundou de jazz o Vitória Régia, no início da noite de ontem. O som enraizado na cultura negra não é usual no parque cartão postal da cidade, que abriu espaço ao aprovado ritmo. Misturado com bossa nova, o show trouxe a interpretações de canções clássicas. 

A voz marcante de Lu Nóbrega acolheu o público, que começou a chegar no local, apontado como ‘palco externo’ da Virada de Bauru, por volta das 19h30. O casal de empresários Gilberto e Viviane Xavier chegou cedo. “As pessoas que gostam de jazz até saem do País para prestigiar (o ritmo). É um gosto muito especial. Nós bauruenses não poderíamos deixar de vir”, comenta Gilberto.

Se ele e a esposa compareceram especialmente por conta de Lu Nóbrega, as estudantes Elena Novaes e Ana Paula de Oliveira, não. Embora prefiram reggae, acharam a programação interessante e aprovaram a proposta do jazz. O objetivo delas era curtir os shows até o final, na madrugada de hoje.

Mais música

Depois da apresentação da cantora bauruense, que também compõe músicas próprias, Luê apresentaria sua mescla de ritmos paraenses, com uma sonoridade pop que a faz apresentar uma MPB mais revigorada.

Na sequência, viriam Os Prettos, dupla formada por Magnu Sousá e Maurílio de Oliveira.

Integrantes do Quinteto em Branco e Preto e fundadores da Comunidade Samba da Vela, eles apresentariam o show “Nosso Samba” com clássicos do samba raiz e obras autorais. O ritmo também é originariamente negro, assim como o Hip Hop de Marcelo D2, que fechará hoje a Virada, na cidade.

Tanta variação de ritmos confirma a essencial contribuição negra à música. “E nós, brasileiros, precisamos mesmo deste suingue todo para viver neste País”, comenta ainda Gilberto Xavier. No mesmo palco, Alpha Blondy assumiu o compromisso de encerrar a noite de ontem com  reggae vindo diretamente da Costa do Marfim.


Paz

Com suas letras políticas, Alpha Blondy contesta os regimes ditatoriais africanos, além de possuir grande engajamento social em seu País – o que lhe rendeu o título de “Embaixador da Paz na Costa do Marfim” pelas Nações Unidas. Aliás, para Heloísa Carneiro e o filho Guilherme, cultura e paz combinam mesmo. Eles, que vão sempre a shows juntos, defendem outras alternativas culturais gratuitas e ao ar livre para cativar muito mais gente. Embora tenham decidido se concentrar no Vitória Régia, Rodrigo Hebert e Angélica Carvalho consideram essencial a Virada dispor de apresentações de outra natureza, em outros pontos como no Teatro Municipal e Sesc (leia programação completa no JC Cultura).


Atrações

Além do chamado ‘palco externo’ no Vitória Régia, a Virada que continua hoje também conta com “palco interno” no Teatro Municipal e Centro Cultural. O evento é realizado pelo Governo do Estado com a parceria da Secretaria Municipal de Cultura. A abertura oficial aconteceu ontem, no início da noite, no Teatro Municipal, local onde Ana Jaqueline Pereira dos Reis deve passar hoje com os filhos. A dona de casa acredita que a Virada seja é possibilidade de apresentar cultura às crianças. Ontem, com a caçula Yasmin de 21 dias, Lucas (2 anos), Christian (6 anos) e Guilherme (8 anos), ela curtiu os shows no Vitória.

 

Comentários

Comentários