Douglas Reis |
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Tenente Bruno de Oliveira ministrou palestra aos comerciantes na manhã dessa segunda-feira (25), na CDL |
Dependentes químicos em busca de pequenos objetos para trocar por drogas ou os furtadores que se aproveitam da distração alheia para levar algo para casa. Quando muito se fala dos impactos da retração econômica, os comerciantes do Centro de Bauru estão preocupados é com a quantidade de furtos. Apesar de não haver números oficiais, quem está no ramo afirma: todos os dias há registros desse tipo de ocorrência.
Diante deste cenário, a Câmara de Dirigentes Lojista (CDL) e a Polícia Militar (PM) promoveram uma palestra na manhã dessa segunda-feira (25) para orientar os empresários sobre dicas de segurança. Acredite: uma das participantes foi furtada no caminho para a palestra (leia mais abaixo).
“Decidimos organizar essa palestra para aproximar as orientações da PM dos profissionais do comércio e fortalecer ações conjuntas”, explicou o presidente da CDL, Alceu Camargo.
Para o comandante da Base Centro da PM e responsável por ministrar a palestra ontem, tenente Bruno de Oliveira, o ponto mais crítico é a extensão do Calçadão da Batista de Carvalho e a Praça Rui Barbosa.
Segundo o tenente, o motivo é que há um grande número de estabelecimentos, fluxo de pessoas, movimentação de dinheiro e várias agências bancárias. Aliado a tudo isso, há a proximidade com linha férrea, onde há concentração de usuários de drogas. “A maior parte dos casos que atendemos na área central são furtos praticados por esses usuários em busca de dinheiro rápido para o consumo da droga. Por isso, em alguns casos, solicitamos apoio da Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes), já que se trata de um problema de caráter social e providenciam a internação. Infelizmente, é impossível garantir segurança 100%, mas, todos os dias, mantemos, no mínimo, duas viaturas para essa área e ainda conto com escalas extras. Ainda assim, diariamente, há pelo menos um registro ou até dois casos de furtos”, especificou Bruno de Oliveira.
Prevenção?
A PM acredita que ações simples dos próprios lojistas e funcionários podem ajudar a coibir os furtos. Seriam elas: investir em equipamentos de segurança; conscientizar o funcionário sobre as questões de segurança; nunca deixar o caixa do estabelecimento sozinho; entre outras.
O comerciante, segundo a PM, também precisa ficar atento ao contratar os funcionários e saber do histórico dessa pessoa. Tanto colaborador quanto comerciante devem evitar conversar com outras pessoas sobre a rotina do estabelecimento e também do fluxo de dinheiro.
Outra dica simples e eficaz é evitar a distração, que acaba sendo uma grande oportunidade. “Sempre que estiver no estabelecimento, manter-se atento faz toda diferença”, complementa o tenente Bruno de Oliveira.
Em tempo: mesmo diante do cenário, os furtos caíram em Bauru (veja mais abaixo).
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‘Fui furtada vindo para cá’, conta gerente de loja
Os furtos não assustam apenas os comerciantes, mas também a população em geral que precisa transitar diariamente pelo Centro da cidade. Ainda na manhã dessa segunda-feira (25), ocorreu uma situação que seria cômica se não fosse trágica. Uma das mulheres que seguia para a reunião sobre segurança foi furtada no caminho.
A vítima foi a gerente de loja Jucelei Coelho de Souza. Ela estava a caminho da palestra na CDL, quando teve o celular furtado. A mulher só percebeu quando chegou no local, viu a bolsa aberta e não encontrou o aparelho. “É uma sensação muito ruim. Você se sente completamente insegura e impotente”, disse a gerente, ainda incrédula com o furto.
Não são só os ‘craqueiros’
O senso comum e o grande número de casos envolvendo dependentes químicos podem dar a sensação de que só os chamados “nóias” cometem os furtos. Não é bem assim. Foi o que ocorreu na loja de instrumentos musicais de Ondil Fogaça Junior, que está no comércio há 21 anos e já foi vítima de furto pelo menos duas vezes. “Na primeira vez, uma pessoa com boa aparência entrou e pediu para buscar um produto que tínhamos apenas no estoque. A funcionária saiu e, quando retornou com o produto, percebeu que dinheiro do caixa havia sido furtado.
Empresário há 18 anos, Celiomar Pessan conta que a imobiliária dele também já foi alvo de furto pelo menos três vezes. “O pior ocorreu no ano passado, durante a madrugada. Antes de invadirem, eles cortaram os cabos de energia. Sabiam exatamente onde era a rede de energia elétrica e telefonia, assim a câmera de segurança não flagrou a ação”. Hoje, trabalha com as portas fechadas.

