Tribuna do Leitor

Uma questão de humanização


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Se a solidão nasce da convivência humana, como afirmou Nelson Rodrigues, a exclusão nasce das iniciativas, também desumanamente humanas. Isoladas, por estarem fustigadas em seus próprios feudos, experimenta-se uma nova forma de relacionamento: estar sozinho no coletivo. O fenômeno da ?Multidão Solitária", como cunhou Gilles Lipovtsky.

A consequência disto é nefasta. Afinal, esperar que paradigma de evolução em um meio substancialmente inamistoso? O processo cognitivo, análogo às percepções afetivas, construir-se-ia de qual forma? Desta forma, as notórias políticas públicas intencionam igualar diferenças construídas e herdadas secularmente, intencionando incluir aqueles que, por razões sociais, históricas e econômicas, ficaram à margem da politização social. Não seria por acaso que a palavra desenvolvimento rima com crescimento e com comprometimento.

Maria Regina Guastapaglia, acadêmica de Pedagogia

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