Tribuna do Leitor

Igual ou diferente?


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Os números passaram a ter um papel ainda mais importante em nossas vidas, são partes de nossa identidade. Desde o dia em que nascemos, nossos sentimentos e rendimentos escolares... assim chegamos à situação atual, deixando de conviver com nossas crianças como seres humanos, para serem apenas um número em meio à estatística.

A teoria acaba sendo a única levada em conta na criação das políticas públicas, pois deixamos de ser pessoas e tudo fica simples,reduzido a números, cifras, se os dados forem apresentados corretamente. Somos para o mundo e nosso governo, por um processo seletivo, condiciona a grande massa, segundo a conveniência ponderante. Afinal, se a nossa individualidade fosse realmente respeitada, por que a necessidade da rotulação comportamental? O discurso ideológico, fornido e atuante, desconhece a respeitosa individualidade. Como ajudar no desenvolvimento integral de cada pessoa, levando em conta suas experiências e características únicas?

Seres naturalmente sociais, grande parte de nossa força vem do coletivo, da união. E essa vem de interesses em comum. O diferente, assim, passa a ser excluído, separado e, consequentemente, enfraquecido. Somente quando nossa individualidade for considerada benéfica e aprendermos uns com os outros em busca de fortalecimento iremos alcançar igualdade. Nossos problemas não serão resolvidos com facilidade, então devemos parar de aceitar o mínimo e lutar juntos pelo bem de todos.

Gabriele Barbosa da Silva ? estudante de pedagogia

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