As parcerias público-privadas consistem em um dos principais instrumentos utilizados pelo Estado brasileiro para realizar investimentos em infraestrutura. Por intermédio de uma PPP, a União, os Estados ou os Municípios podem selecionar e contratar empresas privadas que ficarão responsáveis pela prestação de serviços de interesse público por prazo determinado. Nos últimos anos temos assistido a um aumento na cooperação entre os sectores públicos e privado para o desenvolvimento e operação de infraestruturas ambientais e de transportes. De acordo com dados da PPP Brasil ? Observatório das parcerias Público-Privados, os estados, e até mesmo os municípios, têm se utilizado mais dessa forma de contratação para grandes obras. A fala de um dos membros do Poder Legislativo na sessão de segunda-feira da Câmara Municipal me chamou bastante atenção ao dizer que o ambientalista e biólogo Clodoaldo Gazzetta não fala nem pelo governo e nem pelo prefeito.
Realmente, Gazzetta não fala nem por um e nem por outro e sim por si próprio respaldado no que diz. A realidade é que a adoção de uma PPP é uma das mais viáveis soluções para a crise instalada referente ao tratamento dos resíduos sólidos urbanos. Bauru, como sempre, se destaca como terra do "Achismo", onde somente os grandes senhores dessa cidade se acham donos da verdade e das soluções. A adoção das PPP é um caminho viável e moderno de destaque em cidades como Piracicaba, Rio Preto e Paraty, onde, recentemente, foi assinado um contrato para operar os serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto no município.
Os dois primeiros municípios são cidades com realidades bem parecidas com as de Bauru. Então, por que aqui não daria certo? Saúdo Clodoaldo Gazzetta por sempre estar ligado nos mais diferentes temas e assuntos que dizem respeito à cidade de Bauru e por sempre exercer seu papel de cidadão apresentando sempre propostas viáveis ao nosso querido município. Pelo visto, Bauru novamente será a última cidade na fila da modernização da administração pública.
Vinícius Bessa