Reprodução Internet |
|
|
Técnico da seleção brasileira, Rubén Magnano assistiu ao primeiro duelo da final do NBB7 e considerou time bauruense nervoso e mal coletivamente: “Não é o time que conheço” |
“A equipe de Bauru que jogou hoje (na terça) não é o time que conheço”, opinou o técnico da seleção brasileira de basquete, Rubén Magnano, sobre a atuação do Paschoalloto/Bauru no primeiro confronto da série melhor de três da final do NBB7, disputado contra o Flamengo, na terça-feira (26), na HSBC, Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
O Dragão perdeu para os rubro-negros por 91 a 69, em sua pior partida da temporada. Os bauruenses chegaram a ficar mais de 30 pontos atrás no placar. Magnano acompanhou a partida de perto. “Ingressaram no jogo um tanto quanto nervosos. Jogaram mal coletivamente, apostando somente na individualidade”, apontou.
A defesa implacável, um dos trunfos do Bauru durante todo o torneio, não foi tão eficiente diante dos cariocas, na opinião do próprio técnico da seleção brasileira. “Perderam cerca de 50% dos rebotes só durante o primeiro tempo, aspecto que é muito importante saber administrar em um jogo de decisão”.
O ala Alex também atribui a deficiência na defesa do Bauru à derrota no Rio. “A defesa nos trouxe à final e não usamos essa qualidade contra o Flamengo. Facilitamos o aproveitamento deles, tivemos erros juvenis”, admitiu o jogador, à Agência Estado, logo após o jogo. “Eles levam a vantagem de um jogo, mas isso não garante nada. Agora precisamos botar a cabeça no lugar, ficar com a família e se preparar para vencer o segundo jogo em casa”, acrescentou.
Mas ainda restam esperanças ao Paschoalotto. “No entanto, mesmo sendo derrotados, nem tudo está perdido. O Bauru tem a vantagem de decidir o campeonato em casa e isso faz toda a diferença”, finalizou Magnano.
A Rainha Hortência, ex-jogadora da seleção brasileira feminina de basquete, também assistiu ao jogo no Rio anteontem. Em entrevista ao JC, ela compartilhou da opinião de Magnano. “Eu acompanhei a competição inteira e são as duas melhores equipes que estão na final. É muito difícil dizer quem fatura o campeonato, mas Bauru tem jogadores experientes. Agora, quem tiver o melhor equilíbrio emocional tem muitas chances de faturar a taça. Acredito que esse seja o diferencial”.
Venda de ingressos e excursões a Marília
Os ingressos para o jogo de sábado começam a ser vendidos em pontos físicos hoje (a venda na internet está esgotada). Em Bauru, as entradas serão comercializadas nas lojas da Claro (Av. Getúlio Vargas; R. Batista de Carvalho, Bauru Shopping e Boulevard Shopping). Em Marília, lojas da Claro (Centro, Marília Shopping e Esmeralda Shopping). Valores: R$ 20,00 arquibancada, R$ 10,00 meia entrada, R$ 100,00 cadeira de quadra e R$ 50,00 meia entrada na cadeira de quadra. Os sócios-torcedores do Bauru devem fazer a troca de ingressos hoje e amanhã (8h às 18h), na sede do time (r. Sérvio Coube, 1-60).
Invasão à vista?
Os torcedores bauruenses prometem invadir Marília para apoiar o Paschoalotto. As torcidas Fúria e Loucos da Central organizam excursões e estão ambas com dois ônibus fechados e um terceiro já com vários lugares ocupados. Informações para viajar junto com a Torcida Fúria através do site https://www.torcidafuria.com.br. Quem optar por viajar com a Loucos da Central pode entrar em contato pela página da torcida no Facebook (https://www.facebook.com/loucosdacentral) ou pelo telefone 99843-0372 (Lucas). O valor da viagem com as duas excursões, ida e volta, é de R$ 20,00, sem o ingresso.
Treinos em Marília
Após a derrota para o Flamengo no primeiro jogo da série melhor de três que decide o campeão do NBB7, na última terça-feira (26), no Rio de Janeiro, o Paschoalotto retornou a Bauru, nessa quarta-feira (27) à noite. O time treina, nest quinta (28) à tarde, no ginásio Neuza Galetti, em Marília, palco do segundo jogo da série neste sábado, às 10h, e do terceiro, se necessário, no dia 6 de junho, no mesmo horário.
Na sexta-feira (29), véspera do jogo, novamente o Paschoalotto treina em Marília, em dois períodos, de manhã e à tarde. Os treinos são importantes para o time fazer o reconhecimento do local, uma vez que o Paschoalotto nunca jogou no Ginásio, o que afeta, principalmente, a referência para os arremessadores. “Estamos acostumados com o Panela de Pressão, com a referência da tabela. Ninguém aqui conhece o ginásio de Marília. Temos que treinar para pegar todas referências. É ruim, mas Bauru inteira vai para lá e vamos jogar em casa”, analisa o armador Ricardo Fischer.
