A ministra Kátia Abreu, do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), defendeu, nesta semana, a harmonização de regras sanitárias e agilidade nas relações comerciais entre Brasil e União Europeia (UE).
Em viagem oficial a Bruxelas (Bélgica), ela se reuniu com o comissário europeu para a Saúde e a Segurança de Agricultura, Vytenis Andriokaitis.
O governo brasileiro negocia com a União Europeia um acordo que facilitará os entendimentos bilaterais nas questões sanitárias e fitossanitárias. O objetivo com isso é harmonizar as regras e, assim, abrir mercados.
"Este acordo significa que teríamos harmonização de regras sanitárias para autorização de comércio, desburocratização e agilidade. Estou otimista", disse a ministra Kátia Abreu, após a reunião.
O comissário Vytenis Andriokaitis reconheceu que o Brasil é um parceiro estratégico e concordou com a abertura das negociações para um acordo veterinário e fitossanitário.
O documento "será bom para aumentar a confiança entre as partes", disse. "Se tivermos abordagem produtiva, podemos resolver os problemas de ambos os lados. O importante é a reciprocidade", completou.
A ministra defendeu as exportações da carne brasileira, especialmente suína e bovina.
Ela lembrou, que nesta semana, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reconheceu Santa Catarina e Rio Grande do Sul como zonas livres da peste suína clássica. Segundo Kátia Abreu, em breve, os Estados do Amapá, Amazonas e Roraima deverão ser certificados como livres de febre aftosa com vacinação.
A ministra ainda assegurou que dará prioridade ao exame da agenda apresentada pela União Europeia em relação às questões sanitárias. O Mapa avaliará o pleito europeu de ser reconhecido como "unidade única" para os processos de auditoria pelo serviço de defesa agropecuária do Brasil.
Embargo russo
Em nota, o Mapa disse que vai pedir informações ao governo russo sobre a situação dos dez frigoríficos brasileiros que foram embargados. O objetivo é "tomar as providências necessárias para correção de cada caso e comunicação às autoridades russas".
Segundo o texto, cinco dos frigoríficos que foram embargados solicitaram não participar da auditoria feita pelo governo da Rússia por motivos próprios, o que seria rotineiro. "A comunicação da autoridade russa acerca dos dez frigoríficos brasileiros embargados [dos quais cinco solicitaram não participar da auditoria por motivos próprios] decorre de um processo de rotina feito pelo governo daquele País, procedimento bastante comum em negociações sanitárias internacionais".
De acordo com o ministério, a exportação da carne brasileira para a Rússia está assegurada, pois mais de 60 frigoríficos estão habilitados a fazer a comercializr carne bovina e suína.