João Rosan |
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Ocupação: famílias se estabeleceram em área de 24 alqueires, pertencente à antiga Granja Ito |
Cerca de 300 pessoas ocuparam parte da antiga Granja Ito, localizada em frente ao Núcleo Fortunato Rocha Lima, às margens da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), a Bauru-Marília. Ao todo, são quase 75 famílias oriundas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que se estabeleceram em uma área de cerca de 24 alqueires.
Denominado Sonho Meu, o acampamento é composto por integrantes do Sonho Meu, de Guaianás (distrito de Pederneiras); Berro D’água, de Reginópolis; e Geada, de Agudos. Um dos coordenadores do grupo, Valdenir dos Santos Arruda, conhecido como Dênis, conta que a Justiça já definiu que o movimento não poderá avançar sobre outras áreas da propriedade, sob pena de multa diária de R$ 3 mil.
“Há uma preocupação com dano ao patrimônio, mas não estamos mexendo em nada. Essa área em que estamos nem tem construção e está abandonada há anos”, observa ele, que integrava o acampamento Berro D’água, em Reginópolis.
“Esse acampamento acabou e fomos convidados pelo Sonho Meu para vir para cá. Nosso objetivo é ficar aqui. Só vamos sair se aparecer uma terra melhor para nós”, completa. Além de instalar as barracas para moradia, o grupo conta que já começou a criar galinhas e a plantar na terra.
Por meio de nota, a assessoria de comunicação da Superintendência Regional de São Paulo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) informou que a entidade soube apenas ontem da existência do acampamento, que será relatada à Ouvidoria Agrária Regional. Assegurou, ainda, que o órgão passará a acompanhar as famílias, com o objetivo de prevenir conflitos e assegurar direitos sociais.
A assessoria destacou que o imóvel reivindicado precisará ser identificado e analisado para verificar se cumpre os requisitos para ser desapropriado e destinado à reforma agrária.