Perfil lipídico e glaucoma
O glaucoma de ângulo aberto (GAA) é uma doença progressiva dos olhos, a qual causa a destruição do nervo óptico e a incidência de cegueira com o tempo. Essa doença, particularmente durante os estágios iniciais, é assintomática e até metade das pessoas que sofrem dessa doença não sabem que a tem. No entanto, gradualmente os sinais são desenvolvidos como o aumento da pressão intraocular (PIO) e a distorção do campo visual. Devido a importância dessa doença, identificar os fatores de risco desta é necessário.
Níveis de gordura
Quando se trata da relação entre atividade física, dieta e, antioxidantes no glaucoma, vários estudos foram feitos, mas os resultados são muito variados. Os níveis de gordura e o glaucoma tem uma relação com a dieta. A possível relação entre a gordura e o glaucoma pode ser decorrente de sua associação com outros fatores de risco cardíacos como a diabetes e a hipertensão. No entanto, resultados de estudos mostram que apesar de ocorrer a dislipidemia (alteração do perfil lipídico) e a PIO ser elevada, não há relação significativa com o glaucoma; daí a necessidade de mais estudos.
Açafrão e glaucoma
O glaucoma é doença progressiva ocular mais comum e o fator de risco mais importante para o seu desenvolvimento é a pressão intraocular (PIO). O estresse oxidativo tem sido associado com o maior risco de glaucoma. O açafrão, tempero utilizado na culinária de cor alaranjada, tem altas concentrações de crocina e crocetina, as quais são derivadas de carotenoides, com importante ação anti-tumoral e antioxidante.
Antioxidantes
Os antioxidantes ingeridos pela dieta e suplementos tem mostrado ser benéficos na redução do risco de várias doenças oculares, como por exemplo a degeneração da macular associada com a idade. Também foi demonstrado que a predisposição genética ao estresse oxidativo pode determinar a suscetibilidade ao glaucoma e a resposta de antioxidantes como agentes hipotensivos oculares parece ser influenciada pela genética. O açafrão mostra baixa toxicidade em estudos in vivo com doses diárias de até 1,5g, ou seja, sem efeitos adversos nessa dosagem.
Pacientes com doenças cardiovasculares
A doença cardiovascular (DCV) é uma das causas mais comuns de morte no mundo, com a patogênese que envolve fatores não modificáveis como idade, gênero, genótipo e status menopausal e; fatores modificáveis como dieta, exercício, estresse, tabagismo e consumo de etanol. Entre os fatores de risco relacionados ao estilo de vida a dieta tem papel principal. Estudos epidemiológicos mostram uma associação inversa entre o consumo de alimentos ricos em antioxidantes e o risco de DCV.
Dietéticos
Os antioxidantes dietéticos como a vitamina E, vitamina C, carotenoides e polifenóis tem efeito cardioprotetor. A principal classe de polifenóis são os flavonoides. Vários estudos in vivo e in vitro sugerem que os flavonoides dietéticos, os quais são principalmente encontrados em frutas e vegetais, podem induzir o sistema de defesa antioxidante e efeitos benéficos no sistema vascular via melhora da função endotelial e inibição da oxidação do colesterol ruim (LDL).
Vitamina D e massa muscular
Vários estudos observacionais sugerem que um nível baixo de vitamina D, particularmente em idosos, está associado com uma massa muscular reduzida, força e performance e, um aumento no risco de quedas. As ações da vitamina D no músculo esquelético podem, em parte, serem indiretas através da ação da vitamina D no equilíbrio do cálcio e do fosfato possivelmente via mecanismos mediados pela absorção intestinal. No entanto, dados recentes sugerem que as ações da vitamina D nos músculos esqueléticos também ocorrem via um mecanismo direto envolvendo os receptores de vitamina D nesse tecido.
Regulação
Os pesquisadores acreditam que a vitamina D age, pelo menos em parte, no músculo esquelético através dos receptores de vitamina D nos miócitos (células musculares) e, que isso pode influenciar várias vias biológicas essenciais para a função do músculo esquelético. Pouco se sabe sobre a regulação ou ação desses receptores no músculo humano. A idade pode diminuir a expressão destes nos músculos esqueléticos. A administração da vitamina D ativa em culturas de células musculares regula a expressão de genes que afetam o manejo do cálcio celular, o qual é importante para a contração muscular.
Músculo esquelético
Baseado em evidências de tecidos não musculares com relação ao músculo esquelético, a vitamina D também pode ter um papel central na regulação de vias da inflamação intramuscular. Em humanos, a suplementação de vitamina D resulta em atenuação da fraqueza muscular induzida pelo exercício comparada com o grupo controle. Apesar dos avanços no entendimento das ações moleculares da vitamina D nos músculos, ainda existem muitas lacunas no conhecimento que precisam de mais estudos.