Reprodução Youtube |
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Alex Zambrana, Adriane Santana, Leandrinho e Fernanda Horvath em cena do clipe ‘Pra Te Entregar’ |
Depois do sucesso na primeira edição do programa “SuperStar”, da Globo, a Move Over lança no próximo dia 16 de junho “Elemento Surpresa”, seu primeiro CD pela Universal Music. Com dois novos integrantes, a banda inova também no repertório acrescentando pitadas de recursos eletrônicos a muito rock.
“A essência é a mesma daqueles jovens perdidamente apaixonados por música. O que mudou foi a maturidade. A gente fez muito show, a melhor escola para aprender”, conta a vocalista Adriane Santana ao JC.
A Move Over, formada em 2003, gravou em 2005 o CD “Ir além”, de forma independente. Lançou também dois DVDs ao vivo, um deles, o acústico, gravado no Teatro Municipal de Bauru.
Doze anos de estrada depois, incluindo a participação em festivais, abertura de shows e várias turnês, a banda ganhou o cenário nacional com a atuação marcante no “SuperStar” (até hoje é o recorde de pontuação com 94% de votos, logo na estreia no programa) e deve ir cada vez mais longe.
“Assinar com a Universal Music foi um presente de Deus. A gravadora tem o jeito certo de trabalhar e divulgar, é um respaldo importante, que traz ainda mais responsabilidade. É o segundo CD, que tem gosto de primeiro, porque estamos mais maduros”, avalia Adriane.
Por falar em divulgação, já está em todos os canais da banda na internet o clipe da música de trabalho, “Pra te Entregar”, dirigido por Maurício Eça. Acesse: www.youtube.com/user/MoveOverVEVO.
Repertório
Amor, não só de casal, pessoas que estão longe e outras coisas da vida estão entre as mensagens do novo CD. “São inspirações muito reais, do que a gente viveu e vive, em letras autobiográficas”, destaca a cantora, que compôs várias canções, algumas em parceria com o baterista Leandro, seu parceiro na música e no amor.
“O CD foi feito com muito amor, cuidado e profissionalismo. A gente colocou nas letras e melodias nossa musicalidade e nossas verdades”, completa.
“Elemento Surpresa” tem 12 faixas, todas em português. Nos shows, o repertório inclui as versões da Move Over de artistas internacionais, uma forma de homenagear algumas de suas inspirações.
“A gente tem muita influência, independente de estilo; o que vale é ser música boa. Tem algo de Alanis Morissette, Aerosmith, Led Zeppelin... Gosto muito de Rita Lee, Elis Regina... Tudo que a gente ouve e nos toca ensina algo para nosso trabalho”, garante.
Nova formação
Adriane conheceu Leandrinho em um dos grupos que tocava nas missas da Paróquia Universitária, em Bauru.
Ambos tinham projetos com bandas de rock e resolveram se unir para investir em um som também autoral. Primeiro ficaram amigos, depois se tornaram namorados; o fato é que nunca mais se desgrudaram.
De lá para cá, a Move Over passou por várias formações. A mudança mais recente aconteceu em janeiro, quando Fernanda Horvath (baixo) e Alex Zambrana (guitarra) passaram a tocar com o casal. Adriane e Leandro tiveram que ir de vez para São Paulo, em função das demandas do trabalho musical.
Os companheiros de muitos anos de banda, e também de participação no “SuperStar”, Arley Wood (baixo) e Gabriel Blackalpha (guitarra), não puderam acompanhá-los na nova fase por terem outros compromissos profissionais em Bauru.
Bate-papo com Dri Santana: ‘Batalhamos para isso’
O que significa gravar um CD em tempos de música reproduzida facilmente na internet?
“Nesse momento que a gente está da música, a internet só acrescenta ao trabalho. Não tem como evitar e a gente quer que as pessoas baixem, escutem, que todo mundo tenha e conheça nossa música. Nosso single estará no Spotify, iTunes e Google Play, onde você baixa a música com uma qualidade incrível por um precinho, às vezes um dólar.
Assim você tem a música com a qualidade que a gente fez, a musicalidade e o profissionalismo da gravação. A gente sempre disponibiliza muitas coisas para os fãs na internet, para ter esse contato o mais próximo possível com eles. É bacana, a gente adora”.
O que fica da experiência no “SuperStar”?
“O SuperStar foi um presentaço de Deus, agradeço todos os dias. A banda aprendeu demais. Foram fortes emoções: a cada domingo um paredão! E a Move Over só não participou do último programa. A gente batalhou muito, a música sempre foi a razão da nossa vida, e essa foi uma forma do Brasil inteiro conhecer uma banda que já tinha 11 anos de carreira (no ano passado).
Fizemos turnê pelo nordeste e, para uma banda do interior de São Paulo... As amizades com todas as bandas, os jurados e principalmente a Ivete Sangalo, que se tornou a madrinha da banda, nos acrescenta muito!”
E como tem lidado com o aumento no número de fãs?
“Gosto de estar em contato com nossos fãs, me faz muito bem. Eles nos reconhecem na rua, vêm tirar foto. Fica mais responsabilidade, mais trabalho, mais cansaço... mas é um cansaço tão gostoso que jamais a gente vai ter direito de reclamar. Ter essa resposta positiva, saber que se emocionam com a música, é o mais importante pra gente. Já sei que não posso ir na padaria de pijama, como fazia antigamente... Eu tenho que ir bonitinha, porque graças a Deus sempre tem alguém que vai nos reconhecer. A gente sempre trabalhou para isso, é por eles e para eles que a gente faz tudo. Eles são o combustível para que a gente queira trabalhar cada vez mais”.
Qual é o perfil desses fãs?
“O público jovem acompanha muito, transpira vontade, vive o rock. Mas nossa música é feita para pessoas de qualquer idade. A gente recebe crianças e pessoas mais velhas, que ouvem, gostam das letras, que se identificam. É maravilhoso, porque é essa mesmo a nossa intenção: fazer músicas que toquem as pessoas independente de idade, de gênero, de cor, de sexualidade, de qualquer coisa. Mesmo depois de duas horas de show, não tem problema, a gente gosta de receber as pessoas no camarim. É aí que eu sinto que estou fazendo a coisa certa na vida”.
E os fãs de Bauru?
“A gente não vê a hora de fazer um show em Bauru. Sempre que possível a gente quer estar aí; nossa essência, nossa raiz, nossas famílias estão aí. A gente é apaixonado por todo o interior de São Paulo. Em julho começa a turnê e algumas cidades do interior já estão fechando shows; com certeza Bauru será uma delas. A gente fez um show no Vitória Régia para 30 mil pessoas que marcou a nossa vida; fico emocionada só de olhar as fotos. Foi muito gostoso estar na nossa cidade, fechando as comemorações do aniversário de Bauru. Quem sabe a gente não volta no aniversário desse ano?! Estou torcendo!”
