Ele jura que é tímido, mas quem o vê em cena não acredita: o ator Paulo Eduardo Campos encarna vários personagens, faz imitações, está em cartaz com musical no Rio de Janeiro, tem canal de humor na internet e acaba de ganhar projeção nacional com a participação no quadro Ding Dong, do Domingão do Faustão, na Globo, fazendo cover do cantor Dinho Ouro Preto, da banda Capital Inicial.
“Foi maravilhoso! Já estão vindo novos convites da própria emissora e de diretores que elogiaram bastante minha apresentação”, comemora com entusiasmo.
Não menos importante para ele é ter, claro, o reconhecimento do público.
“Recebi também o carinho dos meus amigos bauruenses; com alguns não tinha mais contato. E eles mandaram fotos mostrando que estavam me assistindo e desejando parabéns. Isso não tem preço, é mesmo emocionante!”, confessa. E tudo indica que virão novas fortes emoções por aí.
Vida de artista
Nascido e criado em Bauru, Paulo Eduardo Campos sentiu, já no teatro da escola, que ali estava o seu caminho: o artístico.
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Ator bauruense Paulo Eduardo Campos amplia suas possibilidades
nos palcos cariocas, pela internet e no Domingão do Faustão
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Ele começou fazendo musicais infantis com o Grupo Ato de Bauru, foi locutor de rádio, apresentador de programas da televisão local, cantor da banda de pop rock Kodificada, trabalhou no Teatro Veritas e se formou em Artes Cênicas na USC (Universidade Sagrado Coração).
“Sempre fui apaixonado pela arte. Desde 2006 estou nessa área profissionalmente e, de uns quatro anos para cá, resolvi assumir que sou comediante”, conta, um pouco resistente ao termo.
“Tenho medo da palavra comediante; parece que você é obrigado a fazer as pessoas rirem em festas, reuniões de amigos... Sempre me pedem para imitar, mas por incrível que pareça sou tímido! Para o ator fazer as pessoas rirem é mais difícil, além da técnica, rola o improviso”, explica, lembrando que atende aos pedidos, mas deixa seu lado engraçado fluir naturalmente.
Muitos em um
Há quatro anos o ator saiu de Bauru rumo ao Rio de Janeiro, onde começou como garçom cantor de um restaurante e também já fez diversos comerciais.
Criativo e versátil, Paulo criou algumas identidades cômicas para shows e eventos, como Berenice de Almeida Teodoro Brandom, socialite que mora no Leblon; Bichatman, releitura do Batman abandonado pelo mundo dos super-heróis; Félix Bicha Má, inspirado no papel de Matheus Solano na novela Amor à vida; e Dinho Ouro Black, imitação do cantor da banda Capital Inicial.
“Não faço stand up ainda, minhas apresentações se resumem aos personagens próprios e às imitações, que incluem cantores e bandas como Malta, Ana Carolina e Maria Bethânia, cantando ‘Na batida’ da Anitta”, destaca o artista.
Além de ficar em cartaz no Teatro Miguel Falabella (Norte Shopping) até dia 28 de junho com “A Cigarra e a Formiga O Musical”, Paulo aposta no seu novo canal na internet e continua fazendo shows de humor no Rio de Janeiro. “Em breve quero estar em Bauru, a cidade que tanto amo e vou, sempre que posso, para visitar meus familiares e amigos”, adianta.
Comédia online
Paulo Eduardo acaba de criar um novo canal de humor chamado “Chuck Nozes” com os atores comediantes Adriana Bengozi e Raul Franco. “Estamos apostando neste canal que fala de assuntos cotidianos e também faz críticas, tudo levado para o lado do humor”, avisa. Presente no YouTube, Facebook, Instagram, Twitter e em um site próprio, Paulo vai ao encontro do público e mantém grande proximidade com os fãs. “Meu contato com eles é de amizade, retribuo da melhor forma possível. Sem o público não conseguiria trabalhar e muito menos ter vontade de criar algo novo”, reconhece. Para saber mais acesse www.pauloeduardocampos.com.br
Alegria com respeito
Entre os personagens de Paulo Eduardo Campos há sátiras e muitas brincadeiras, claro. Só que agora, o que antes era visto como piada pode ofender, gerar polêmica... Mudou o modo de fazer rir? “Acredito que no tempo da TV Pirata e de Os Trapalhões, por exemplo, as pessoas riam e entendiam as piadas com negros e homossexuais, não ligavam. Infelizmente estamos regredindo e hoje temos, antes da apresentação, saber o que vamos falar e para quem falar”, lamenta. O segredo dele é usar poucos palavrões e mostrar que atrás dos tipos caricatos há bom humor e respeito.
