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Férias em julho, para o frio e o calor

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 5 min

As viagens de férias em julho continuam “agregando“ o binômio frio-família. As baixas temperaturas e a sedução oferecida para passeios e dias de descanso em endereços aconchegantes seduzem na mesma proporção da oportunidade de reunir pais e filhos, em razão da parada no calendário escolar. Contudo, as agências de turismo em Bauru apontam que o calendário de julho ganha cada vez mais adeptos entre os que preferem rotas “quentes”.

 

É o que conta a executiva da Tech Tur Turismo, Carmem Tech. “Julho é um mês tradicional evidentemente pela busca por viagens por aqueles que querem aproveitar o frio, mas também é uma data que concentra muitos pedidos por quem quer fugir das temperaturas mais baixas. E, entre as boas opções nacionais, o litoral a partir do Nordeste garante essa situação. São temperaturas típicas de verão em pleno inverno, com céu sem nuvens e calor”, menciona.

 

Neste caso, os endereços mais procurados são as praias mais ao Norte do País, no sentido litorâneo. “Os lugares mais quentes, mesmo nessa época do ano, são endereços como Fortaleza, Maceió e Natal. Aliás, quanto mais ao Norte maior a probabilidade de garantir calor nesse período”, complementa.

 

O mercado se “aquece” em relação a julho em razão das férias escolares. “Com o País tentando fugir do período de retração, o mercado de turismo tende a garantir preços estabilizados, para não afugentar o público. Então, neste momento os preços permanecem convidativos para pacotes nacionais”, comenta.

 

Para quem quer ir ao exterior, em busca de frio ou não, Carmem Tech pondera que muitos pacotes tiveram também a estabilização do custo final, com redução dos valores em dólar. “A valorização do dólar diante do real fez com que o mercado se ajustasse, para que o preço final não sofresse esse impacto. Ou seja, as redes reduziram o preço em dólar para não perder público e com isso dá para garantir preço final razoável em reais”, avalia Carmem.

 

No Brasil, a rota da Serra Gaúcha continua liderando as compras para quem adora o frio. Fora do País, Bariloche e Santiago do Chile disputam a preferência, segundo ela. Uma semana em Bariloche pode ser contratada a partir de R$ 4.050,00 atualmente. Mais elitizado em relação a outros endereços do gênero, esta região argentina compete em consultas com o território chileno. Um pacote para Santiago pode ser encontrado por R$ 2.520,00 por pessoa.

 

A executiva de viagens aponta, de outro lado, que endereços alternativos começam a figurar no imaginário dos clientes que não querem permanecer em casa nas férias do meio do ano. “A China é o terceiro lugar mais visitado do mundo. E esse ranking vem ganhando simpatia de brasileiros. Tanto que estamos trabalhando com um grupo formado apenas para a visita à China em nossa agência”, avisa.

 

Preços são convites aos passeios

 

Para os representantes da agência CVC, os preços de pacotes para o mês de julho continuam um convite ao passeio. “Os preços continuam acessíveis. Para se ter ideia, na CVC é possível encontrar pacotes para Porto Seguro, por exemplo, incluindo passagem aérea ida e volta, sete noites de hospedagem com café da manhã e traslados, com preços a partir de R$ 1.158, por pessoa. Alguns resorts, principalmente no Nordeste, oferecem cortesia na hospedagem de crianças, então é importante ficar atento e perguntar ao agente de viagem”, informa a assessoria de imprensa da agência. 

 

A CVC indica exemplo para endereços em outros países. “Já no pacote internacional, uma viagem de cinco noites para Bariloche em julho sai a partir de USD 1.652, por pessoa, incluindo passagem aérea ida e volta, traslado e cinco noites de hospedagem com café da manhã. Todos os pacotes são parcelados”, lembra a agência. 

 

 Segundo a CVC, o perfil de maior procura é familiar, com criança. “Entre os destinos nacionais mais procurados para curtir o frio estão Serra Gaúcha (Gramado), Minas Gerais (Cidades Históricas) e Paraná (Curitiba com Morretes, por exemplo). Para quem gosta do combo praia e sol, os destinos no Nordeste como, por exemplo, Fortaleza, Porto Seguro e Natal são os mais buscados, pois mesmo em julho a região ainda conta com altas temperaturas”, aponta.

 

O bauruense em particular também tem predileção por Caldas Novas, em Goías, em razão de suas águas termais, conforme a agência. Entre os endereços internacionais, destinos de neve, como Bariloche e Santigo, são os mais procurados. Mas, por razão oposta, a região do Caribe (Cancun, Punta Cana, Aruba) também continua atraindo consumidores, assim como os que gostam de compras (Orlando-EUA) e, claro, os que não abrem mão de aproveitar temperaturas mais amenas em destinos europeus. 

 

De malas prontas

 

O dentista Walter Silva Júnior vai utilizar as férias de julho para visitar o filho e uma cunhada na Europa, aproveitando a viagem para realizar contato de trabalho. Para Walter, a opção será duplamente aproveitada, já que ele não gosta de lugares muito frios. “Aproveito as férias dos outros filhos que irão, visito o de lá, faço contatos de trabalho e considero melhor o período por não calor por lá, porque não iria para um lugar muito frio”, diz. 

 

Já o técnico administrativo Allan Dias vai realizar um percurso nacional combinando praia e região montanhosa. “Eu e minha família vamos viajar para Ubatuba e, na volta, vamos passar por Campos do Jordão. Sempre gostamos muito de Ubatuba e há muito tempo minha esposa cobra essa visita à cidade de Campos do Jordão. Vou aproveitar para turismo e descanso”, fala.

 

Esta será a primeira férias em julho de Dias. “Sempre tenho tirado férias em fevereiro, no meu período natural de aquisição no trabalho. A ideia é aproveitar as férias escolares dos meus filhos e juntar a família, coisa que eu não podia fazer ultimamente pois meu descanso coincidia com o início das aulas dos meus filhos. No caso do filho mais velho, de 8 anos, sair poderia significar perda de conteúdo na escola. Então acabávamos não viajando juntos. Agora vai dar”, comemora.

 

Sobre o clima de preferência, Allan Dias prefere a adaptação. “Num País como o nosso, em que o clima não é tão definido, podendo fazer um baita calor em um dia de julho e um frio danado em pleno dezembro, acho que dá pra aproveitar os dois lados da moeda.”

 

Para ele, os preços nessa época do ano não costumam ser tão altos quanto na alta temporada (dezembro, janeiro e fevereiro). “Não notei diferença de preço com a época em que viajava em fevereiro. Agora, para Campos do Jordão, julho é alta temporada considerando o atrativo, que é o frio.” 

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