Polícia

Homem que matou amigo a facada em 2014 é condenado a seis anos

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Acusado de matar um colega de alojamento, o pedreiro Fabiano da Cunha Miranda, 31 anos, foi condenado, ontem, a seis anos de prisão em regime semiaberto. Ele estava preso desde o dia 3 de maio do ano passado, quando o crime ocorreu, e permanecia encarcerado no Centro de Ressocialização de Jaú.

 

Miranda matou o colega Danilo Braga dos Santos, 30 anos, com um golpe de faca, depois de uma discussão ocorrida no alojamento em que viviam com outros trabalhadores da construção civil, na região do bairro Higienópolis. Com mais de um ano de pena cumprido, agora ele será transferido para uma unidade de regime semiaberto, onde completará o restante da condenação. 

 

O pedreiro foi julgado por homicídio simples, sem qualificadoras, e o Tribunal do Júri entendeu que, por ser réu primário, ele deveria ser sentenciado com a pena mínima, de seis anos.

 

Assim como a vítima, Miranda havia vindo de Maracás, na Bahia, para trabalhar como pedreiro em Bauru. Ambos eram amigos e moravam em um alojamento na quadra 1 da rua Anhanguera.

 

Discussão

 

Na época do crime, testemunhas relataram que a amizade entre os dois trabalhadores sempre foi marcada por brigas. No dia do crime, ambos teriam consumido bebidas alcoólicas e entorpecentes, quando uma discussão teve início.

 

À polícia, Miranda relatou que Santos teria dado dois tapas em seu rosto. Indignado, ele se apoderou de uma faca “de açougue” e atingiu a vítima no peito. Os moradores do alojamento ainda tentaram socorrer Santos, mas ele já estava sem vida.

 

Depois do crime, o acusado, mesmo ferido no braço após a luta corporal, ainda tentou fugir . 

 

Uma equipe policial foi acionada para o atendimento da ocorrência e, durante patrulhamento, o encontrou na Praça Luiz Zuiani com manchas de sangue no corpo.

 

Ele foi encaminhado para o Pronto-Socorro Central (PSC) e, após receber atendimento médico, conduzido à Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde confessou o crime. 

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