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Pintor de 46 anos morre eletrocutado

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Alex Mita

O pintor Marcos Antônio Alves (no detalhe) trabalhava em um sobrado quando ocorreu o acidente

Um pintor de 46 anos morreu eletrocutado ontem à tarde em Bauru. Marcos Antônio Alves recebeu forte descarga elétrica após o cabo do rolo de pintura encostar em fios de alta tensão, quando ele pintava a parede de um sobrado localizado na Vila Industrial. A vítima foi socorrida com vida, mas não resistiu a uma parada cardiorrespiratória, logo após dar entrada no Pronto-Socorro Central (PSC). 

 

O acidente ocorreu por volta das 15h40. De acordo com relato de testemunhas à esposa da vítima, Miriam Cristina Cipriano Alves, 37 anos, o pintor realizava um trabalho no sobrado, que fica na quadra 22 da rua São Sebastião, quando precisou ajustar o extensor do cabo para alcançar o ponto mais alto da parede. 

 

Ao erguer o equipamento, Marcos teria o aproximado da fiação elétrica, que fica bem perto da sacada onde ele estava, e o cabo do rolo, feito de metal, encostou nos fios. A mulher da vítima contou que a descarga elétrica foi tão forte que chegou a furar a mão do pintor, que, na hora, perdeu os sentidos.

 

Uma Unidade de Resgate (UR) do Corpo de Bombeiros foi acionada e socorreu Marcos até o PSC. Ao chegar no hospital, ele teve uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. 

 

O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e, até o fechamento desta edição, ainda não havia sido definido local e horário do velório. 

 

Ainda na noite de ontem a ocorrência seria registrada na Central de Polícia Judiciária (CPJ) e as causas da morte serão investigadas pela Polícia Civil. 

 

Em frente à unidade hospitalar, a comoção tomou conta dos familiares e amigos de Marcos, que era morador do Núcleo José Regino e deixa seis filhos, sendo três deles do primeiro casamento. 

 

A reportagem do Jornal da Cidade foi até o sobrado na Vila Industrial, mas o proprietário do imóvel não quis falar sobre o assunto. 

 

‘Para brincar com filhos, entrava em casa de joelhos’

 

Muito abalada, a esposa da vítima, Miriam Cipriano Alves, era consolada por familiares e amigos de Marcos, que chegavam ao PSC, no final da tarde de ontem, em busca de notícias do acidente. Com o filho caçula do casal no colo, de 2 anos, ela tentava encontrar explicação para a fatalidade. 

 

“Era uma pessoa brincalhona e de bem com a vida. O melhor pai do mundo. Entrava em casa de joelhos para brincar com as crianças”, lembrou. Marcos deixou seis filhos – três do primeiro casamento. Com Miriam, ele tinha dois meninos (de 2 e 7 anos) e uma menina, de 16. 

 

Cunhada da vítima, Luciana Raimunda Alves, 44 anos, contou que Marcos adorava um bom churrasco. “Ele fazia toda quinta-feira. Ontem (anteontem), porém, não fez porque a carne estava muito cara”, brincou, em tom de saudade. 

 

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