APolícia Civil já traçou a principal linha de investigação do assassinato de Dener Eduardo Lopes, de 33 anos, o Duda. Todos os indícios apontam que foi uma execução por vingança.
Conforme o JC noticiou nesta sexta, Duda foi morto no final da noite de anteontem, na quadra 6, da rua Adante Gigo, no Jardim Carolina.
Segundo o BO, o homem estava bebendo em frente da casa de um amigo. Por volta de 22h50, dois atiradores em uma moto, possivelmente, uma Honda CG Titan chegaram no local. O garupa desceu armado com uma pistola 380 e efetuou os disparos.
Pelo menos nove tiros foram disparados contra Duda, o primeiro o acertou no tórax. Segundo a polícia, ele ainda teria tentado correr, quando foi alvejado por outros disparos em várias partes do corpo. Pelo menos mais três o acertaram na região cabeça, o que reforça, segundo o delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Kléber Granja, a hipótese de execução.
O amigo da vítima relatou aos policiais que a ação foi muito rápida. Ele correu e subiu em uma árvore para se proteger dos disparos. Duda morreu na hora.
“Eu não acredito em coincidências. É claro que a morte dele está diretamente relacionada com a participação no outro homicídio. Esse crime foi motivado por uma revanche, justamente, por uma questão de uma impunidade latente”, frisou o delegado.
Até o momento, os autores do homicídio ainda não foram identificados.
Passado fatal
Duda já tinha vários antecedentes criminais. Na lista, envolvimento com o tráfico de drogas em diversos pontos da cidade, mas principalmente na região do Ferradura Mirim.
O crime mais grave foi a participação dele no homicídio de Carlos Alberto Pereira Moraes, no dia 18 de janeiro de 2014. O homem de 47 anos foi executado com oito tiros de pistola na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225), em Bauru.
A Polícia Civil esclareceu o caso. Três pessoas estavam envolvidas no crime, incluindo Duda. O motivo do assassinato seria que a vítima teria mantido um relacionamento extraconjugal com a mulher de um dos autores. Duda foi localizado e teve a prisão decretada no dia 27 de maio e foi recolhido ao sistema prisional.
No início deste ano, a defesa de Duda ingressou com um pedido de liberdade provisória, que foi negado pelo juiz criminal e pela promotoria. Mas um recurso no Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo concedeu a liberdade provisória do acusado e ele saiu da prisão no dia 22 de fevereiro. Menos de quatro meses após deixar a prisão, Duda foi assassinado no final da noite de ontem.