A Polícia Civil de Bauru colheu, na tarde de ontem, depoimento do diretor da escola onde dezenas de pombos foram encontrados mortos nesta semana, em Bauru. Durante o testemunho, o representante da E.E. Carlos Chagas, localizada na Vila São Paulo, voltou a associar a mortandade das aves à estrutura danificada de um gradil no telhado da unidade.
“Ele acredita que os pombos entraram no local, mas não conseguiram sair”, frisa Dinair José da Silva, titular da Delegacia de Crimes Ambientais. O caso foi revelado pelo JC ontem e, na ocasião, a associação já havia sido feita pela Secretaria de Estado da Educação em posicionamento oficial.
Após a denúncia, o delegado esteve na unidade e conversou informalmente com várias pessoas, mas nenhum indício foi encontrado. “Vamos solicitar a perícia no local e checar com a Vigilância Ambiental se algum animal ou prova foi recolhido no dia para exame”, detalha Silva.
Ele explica que, por meio da perícia, há possibilidade de saber, por exemplo, há quanto tempo o gradil estaria danificado e se há indícios de veneno pelo local.
Por enquanto, nenhuma hipótese é descartada e o delegado pretende ouvir outras pessoas, como funcionários e até estudantes.
Caso haja constatação de envenenamento, a tipificação do crime de maus-tratos/morte de animais silvestres, previsto pelo artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais, pode mudar por conta dos riscos aos quais a escola foi submetida.
Um termo circunstanciado foi registrado, ontem, pela polícia.