Dados internacionais revelam: vivemos no lugar mais perigoso do mundo. Não é ilação ou falta de amor à pátria. É uma triste constatação. Esqueça Faixa de Gaza, Iraque, Síria ou as limpezas étnicas mundo afora. Esqueça a miséria de países africanos. Em nenhum deles morrem, por ano, mais de 50.000 cidadãos por causa da violência. Nenhum! Some-se a isso as 40.000 mortes no trânsito e teremos números catastróficos! Aliás, poucas catástrofes planetárias são tão mortais quanto a desordem brasileira.
Nosso problema é um misto de incompetência, selvageria, burrice e teimosia, pois não sabemos fazer leis, o que fazer com elas e nem com quem as infringe. Cientistas políticos, governo e outros nefelibatas acham lindo falar de ressocialização, liberdade condicional, penas alternativas, benefícios, entretenimento, saidinhas, etc, tudo como elixir mágico para diminuir a criminalidade. A teimosia está no fato de que se recusam a enxergar que isso nunca funcionou e, a burrice, em recusar-se a seguir no sentido contrário. É o socialismo dogmático cego e cruel.
Outras bizarrices são as leis feitas para proibir aquisição de armas, endurecimento na lei seca ou luta para evitar a redução da maioridade penal. Não são as armas ou o álcool que matam. São as pessoas, movidas pela impunidade. Somos campeões mundiais em multas de trânsito, mas não saímos do pódio no número de mortes! Parem de multar e prendam de verdade, sem medo de aumentar o número de presos. Prendam quem faz coisa errada com a arma, e não quem a tem para sua defesa. Prendam o adolescente que mata, estupra e aterroriza, sem medo de colapso do sistema carcerário (aliás, falido há décadas).
O discurso ufanista e perverso tem seguido na contramão da eficiência há muito tempo. Cada vez que se noticia um crime bárbaro, alguém do governo anuncia que "não podemos tomar medidas no calor da discussão". Então, quando o fazer, se a fornalha da desumanidade e selvageria não diminui a temperatura, fazendo-nos vítimas diárias desse colapso social?
Temos que aprender a fazer a faxina. Entender e aceitar que presídio não é educandário, que quem viola regras tem que ser punido e que prender criminoso não é crime! Muito menos papo furado de exclusão!! Que paremos com a caçada odiosa contra quem toma uma cerveja, para empreender outra que leve à cela aquele que tiver cometido o crime ao volante, bêbado ou não. Armas? Qual a dificuldade em perceber que os menores índices de homicídios estão em países que tem o maior número de cidadãos armados? Não precisamos de leis mais rígidas. Precisamos é de punição mais séria!
Einstein predisse que "burrice é querer resultados diferentes fazendo a mesma coisa". Que não sejamos geniais, mas temos que ser tão burros?!
Ivan Goffi