Regional

Jaú: jovem é morto após perseguição policial e PM fica ferido

Ana Borges
| Tempo de leitura: 3 min

Um jovem de 22 anos foi morto por policiais após desobedecer o sinal de parada da Polícia Militar (PM) durante uma abordagem que desencadeou uma perseguição, na noite desta quinta-feira (18), em Jaú (47 quilômetros de Bauru). Um segundo homem, que dirigia a moto onde ambos estavam, conseguiu fugir e ainda não foi identificado.

 

Segundo a Polícia Civil, por volta de 19h45, chegou uma denúncia anônima dizendo que dois rapazes estariam fazendo tráfico de drogas, no bairro Pires I.

Os policiais militares foram até o local e, nas proximidades, a viatura localizou dois ocupantes em uma moto, com as mesmas características informadas.

A Polícia Militar (PM) deu ordem de parada e os suspeitos não obedeceram, quando teve início a perseguição.

Próximo ao lago do Silvério, o condutor da moto se desequilibrou ao passar pelo meio-fio e deixou cair um revólver calibre 32 municiado.  O comparsa fugiu sozinho com a moto. 

 

O garupa, que caiu da motocicleta, começou a fugir a pé. O suspeito correu em direção a várias casas e subiu no telhado de uma delas, até que pulou no quintal de uma edícula, segundo relata a polícia.

 

Um dos policiais militares perseguiu o suspeito a pé, enquanto os outros PMs montavam um cerco na residência, localizada na Vila Maria.

 

Quando perceberam o local exato que ele havia pulado, os policiais militares pediram que o dono do imóvel, que mora ao lado dessa edícula, abrisse para que eles pudessem capturar o jovem. 

 

Captura termina em morte 

 

Welington Lima de Souza, de 22 anos, foi encontrado escondido no quintal atrás de um barco de alumínio. Segundo informações registradas no boletim de ocorrência (BO), ele estava com um revólver, calibre 38, e teria apontado a arma para os policiais, que pediram para que ele a entregasse. Mas o jovem teria se negado. 

 

Com a negativa dele, dois policiais militares teriam efetuado três disparados cada um, sendo que pelo menos dois deles acertaram Wellington, um próximo ao braço e o outro na orelha.

 

A suspeita é que o tiro no braço possa ter transfixado e atingido outra região do corpo. Segundo o delegado Edmilson Bataier, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú,  somente o trabalho realizado pela perícia poderá confirmar a informação e os locais exatos que o suspeito foi atingido pelos tiros.

 

O acusado não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu no local. A família do suspeito soube do ocorrido e houve um princípio de tumulto na residência onde ocorreu a morte, mas a situação foi contornada. 

 

De acordo com o delegado que acompanha o caso, devido à complexidade da ocorrência, após a conclusão de todos os laudos periciais ele irá pedir para que seja feita a reprodução dos fatos.

 

A Polícia Civil também esteve no local e, durante toda a madrugada, para ouvir o depoimento dos policiais que estavam na ocorrência e de testemunhas. Foram apreendidas as duas pistolas dos policiais que efetuaram os disparos, além dos outros dois revólveres dos acusados.

 

O caso foi registrado como homicídio e será investigado. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Jaú. No histórico policial de Welington foi encontrado um registro de ato infracional de furto, cometido durante a adolescência. 

 

PM também ficou ferido 

 

Durante a ocorrência, um policial militar, que não teve o nome divulgado pela Polícia Civil, também ficou gravemente ferido no olho direito.

 

A informação é que fragmentos do projétil possa tê-lo atingido ou então até pedaços da parede do próprio local, mas isso ainda será investigado.

 

O PM foi levado para a Santa Casa de Jaú e, na manhã desta sexta-feira (19), precisou ser transferido para o Hospital das Clínicas (HC) de Botucatu, já que corre risco de perder a visão. 

 

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