Faz dez anos (2005), o grupo de empresários que liderava o Ciesp ? Centro das Indústrias do Estado de São Paulo - criou o Coder, Conselho de Desenvolvimento Econômico Regional, cuja ideia era desenvolver projetos regionais que pudessem alavancar o desenvolvimento econômico e social da nossa região. Nada mais pertinente e atual se imaginarmos que existem soluções que, pensadas e planejadas regionalmente, fazem muito mais sentido que qualquer cidade planejar isoladamente.
O primeiro projeto apresentado foi uma usina de lixo, cujo projeto da Unesp Bauru, liderada pelo professor Jair Manfrinato, resolveria o problema de aproximadamente 20 cidades. Este projeto teve enorme aceitação das cidades menores, mas a ideia não prosperou em Bauru. Esta não adesão inviabilizou o projeto.
Outra proposta foi o plano diretor conjunto de várias cidades do entorno de Bauru, a fim de avaliar utilização da água, logística de transporte e comunicação, distritos industriais etc... Também não prosperou por falta de apoio político. A ex-secretária do planejamento Maria Helena Rigitano fez uma proposta sobre os potenciais existentes para se planejar conjuntamente. Está arquivado.
Pensamos em multiplicar boas práticas na gestão pública. A cidade de Lençóis Paulista tinha uma gestão informatizada e controlada por sistema. Algo moderno e essencial na gestão pública. Cidades como Duartina e Pederneiras também investiram nessa área e foram bem sucedidas.
Os projetos sociais eram compartilhados e muitas cidades desenvolveram projetos semelhantes, aprimorando, assim, esta área de atuação. Por sugestão do coordenador local do Turismo, Renato Cardoso, desenvolvemos sofisticado projeto abrangendo 10 cidades que até hoje faz enorme sucesso. Trata-se do "Caminhos do Centro Oeste Paulista", cuja participação e gestão do Sebrae alavancou inúmeros pontos turísticos da região que prosperam imensamente.
Tínhamos também a parceria com o Instituto Soma, que cumpria o papel de elo jurídico e formal na amarração dos projetos, principalmente o de turismo. Resumindo, tivemos a oportunidade de fortalecer várias ações regionais, mas precisávamos do apoio político de prefeitos e estafes, para que o projeto caminhasse conforme planos elaborados conjuntamente. Recentemente, secretários de Bauru, Piratininga e Agudos sentaram para conversar sobre os mananciais de água. É um bom começo. Esperamos que vire um hábito.
No mundo conectado e integrado como o nosso, atuar com visão e planos regionais faz todo sentido. Na época, o Ciesp representava o braço empresarial no processo, cuja contribuição era muito importante, pertinente e oportuna. A influência da iniciativa privada ajuda muito os projetos políticos. Com iniciativas de políticos e estímulos de empreendedores privados, muitos projetos podem ser retomados e o Coder ser resgatado. Seria uma grande e nobre solução para os complexos problemas regionais existentes. Qual é a opinião de prefeitos e políticos atuais que conheceram os projetos do Coder?
O autor é empresário e ex-diretor do Ciesp