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Segundo pesquisa do IBGE, apenas 50% da população brasileira usam o cinto no banco traseiro |
Em vigor há 18 anos, o Código de Trânsito exige o uso do cinto de segurança por todos os ocupantes do veículo. Apesar da fiscalização, da perda de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e da multa de R$ 127,69, em caso de desrespeito à regra, apenas 50% da população brasileira usam o equipamento no banco traseiro, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE).
O tema voltou às discussões após a morte do cantor sertanejo Cristiano Araújo, 29 anos, e de sua namorada Allana Moraes, 19 anos, no último dia 24, em decorrência de um acidente de carro na BR-153 em Goiás. Investigações preliminares da polícia goiana apontam que o casal poderia ter sobrevivido se estivesse com o cinto de segurança. O motorista e o empresário, que ocupavam os bancos da frente, tiveram ferimentos leves.
No dia seguinte, 25 de junho, o deputado federal Jorge Solla (PT-BA) apresentou o projeto de lei 2103/15 que tornaria obrigatório o alerta sonoro e visual para o uso do cinto de segurança nos bancos dianteiros e traseiros. De acordo com ele, a lei já vigente ainda não foi o bastante para mudar a “cultura” de não usar o cinto no banco de trás. “O clamor popular para a morte do Cristiano Araújo pode nos deixar como legado a adoção de medidas que ajudem a reduzir o espantoso número de vítimas em acidentes de trânsito no País”, disse o parlamentar à imprensa.
O dispositivo, que emite o alerta quando o cinto não é usado, já está presente em carros de luxo no Brasil e na maioria dos automóveis do mundo. “É um custo muito baixo perto do impacto positivo que irá trazer na redução do número de vítimas fatais em acidentes”, destaca o deputado.
Segurança em números
O uso do cinto de segurança no banco da frente reduz o risco de morte em 45%; no banco de trás a redução pode chegar a 75% (dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego);
Na comparação entre airbag e cinto de segurança, o cinto é 90% mais importante. A chance de sobreviver a um acidente é 8 vezes maior se a pessoa não é arremessada do veículo (estudo do Denatran – 2010);
Se o veículo estiver a 60 km/h e bater contra um muro, por exemplo, um passageiro sem cinto no banco de trás e que pesa cerca de 60kg é arremessado a um peso 15 vezes maior que o seu, ou seja, vira um objeto de quase uma tonelada (material de conscientização da ONG Observatório Nacional de Segurança Viária).
