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Focado nos tratamento oncológicos, o hospital tem uma farmácia específica para o preparo das quimioterapias. Outras farmácias ficam responsáveis pela preparação dos demais medicamentos.
A responsável pela farmácia de quimioterapia, Amanda Noronha, diz que diariamente são preparadas em média, 300 sequências de quimioterapia. Isso significa que todos os dias há cerca de 300 pacientes recebendo o medicamento.
A enfermeira assistente da Quimioterapia, Janete Silveira, é uma das profissionais que acompanha o paciente recebendo a quimioterapia. “Tem pacientes por um dia. Outros, têm a quimioterapia sequencial, ou seja, faz quimio cinco dias seguidos. São protocolos diferentes para tipos diferenciados da mesma doença.”
A quimioterapia é um processo doloroso para o paciente. “Para as mulheres a maior dificuldade é perder o cabelo. Para os homens, as náuseas e ficar afastado do trabalho e das atividades que eles estão acostumados. Nós conversamos muito com os pacientes prevenindo-os sobre os efeitos colaterais da quimio, mas mesmo assim todos sofrem.”
Normalmente o cabelo começa cair depois de 10 dias, explica a enfermeira. Porém não é uma regra. “Acho que a paciente acreditou que não fosse cair e foi ao cabeleireiro fazer uma escova. O cabelo caiu no momento que a cabeleireira começou a escovar. Quando ela contou fiquei chateada. Imaginei ela e a cabelereira quando o cabelo saiu todo de uma única vez. São muitas as histórias de vida que ouvimos aqui.”
Os homens não se importam tanto com a queda de cabelo. “Nós tentamos mostrar para todos que é um momento passageiro. Que o cabelo vai nascer de novo, mas eles se sentem incomodados. Aqui na quimio, muitos pacientes relatam suas histórias de vida. Temos ouvido muito, especialmente dos idosos que trabalharam a vida toda e agora estão doentes. Eles não se arrependem do que fizeram, apenas lamentam.”
Os profissionais, segundo a enfermeira, se sensibilizam com a situação do paciente. “Muitos pacientes transmitem força. Eles têm muita fé. Acreditam em Deus e confiam no tratamento. A nós cabe reforçar a esperança deles.”
O que faz a quimioterapia
O objetivo da quimioterapia é destruir as células cancerígenas. Diminuir ou acabar com elas. “É preparada em um soro ou em medicação em bolos dentro de uma seringa sempre diluído. Esse soro sistêmico vai para o corpo todo. Ela atinge tanto as células doentes como as saudáveis. Como o câncer é um crescimento desordenado de células, a quimioterapia não reconhece uma célula saudável e agride o organismo todo.”
Parceria com a USP possibilita uso de aparelho
Uma parceria com o Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos possibilitou que o Hospital Amaral Carvalho use um aparelho inédito, o único brasileiro no combate ao câncer de pele. O Lince foi projetado para ‘acolher’ o braço todo e ajuda no tratamento quando a doença é detectada na fase inicial.
Elisangela Ramos de Oliveira, enfermeira responsável pela terapia fotodinâmica, explica que o equipamento visa atender os pacientes com a doença na fase inicial. “São 30 pacientes por mês no atendimento de fotodinâmica. Esse aparelho trata o câncer de pele em fase inicial, classificados como carcinoma basocelular, o mais comum. Existem outros protocolos em andamento. Futuramente a gente estará tratando outros tipos de câncer além do de pele com fotodinâmica.”
A ideia, segundo ela, é não deixar que o tumor cresça. “Porque quando ele cresce, dependendo da extensão, só tratamento cirúrgico que são mais mutiladores. O paciente pode perder parte da orelha, do nariz, braços ou outras partes. Normalmente são as mais expostas ao sol, porque esse tipo de câncer está relacionado à exposição solar.”
A enfermeira orienta as pessoas a procurar um médico quando tem uma lesão que não regride. “Quando a lesão já recebeu medicamentos e continua crescendo, mudando de aspecto. Ou uma ‘feridinha’ que não se cura em 15 dias. Alguns casos sangram. Temos mais ou menos 84 tipos de câncer de pele.”
