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"Olha o imposto alto... é verdade!"


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Patrícia Rossi, da Acib, mostra carga de impostos nos itens, como o vestido usado por Nathalia Soares

Ontem foi o Dia de São Pedro, santo conhecido por fazer chover. Por isso, com o tema “Arraiá do Trilhão – São Pedro... Socorro! Tá chovendo imposto”, a Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), inspirada e motivada pela Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), promoveu uma mobilização para chamar a atenção para a marca de R$ 1 trilhão do Impostômetro – alcançada próximo das 12h20 desta segunda.  

 

Conforme noticiado ontem pelo JC, no ano passado, este valor foi registrado somente no dia 10 de julho, demonstrando que, mesmo com o desaquecimento da economia, a arrecadação de impostos em 2015 ocorreu de forma mais acelerada. Curiosamente, em Bauru, o fenômeno não se repetiu. O valor de R$ 333,9 milhões, segundo o Impostômetro, foi registrado 15 dias antes.

 

Na ação promovida pela Acib, ontem, uma barraca junina foi montada com vários produtos que compõem a tradicional festa. Cada item foi identificado com seu percentual de impostos incidentes. 

 

Os mais altos foram os fogos de artifício e o quentão, com 61,56% de tributos embutidos. O vestido típico, usado por uma modelo contratada para a ação, foi mostrado com 34,67% de carga de imposto. A presidente da Acib, Patrícia Rossi, afirma que o objetivo foi conscientizar a sociedade sobre a avalanche de tributos cobrada da população sem o devido retorno. 

 

“Neste ano, com tantos problemas econômicos, o fato de o governo estar arrecadando cerca de R$ 1 trilhão com 11 dias de antecedência mostra que os gastos não foram moderados e que a população continua pagando a conta. Temos de deixar claro que, a cada ano, o governo arrecada mais e mais, sem dar a devida contrapartida. A sociedade está indignada e a qualidade do serviço público tem de ser questionada”, sustenta.

 

Tributos

 

De acordo com estudo encomendado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o segundo item junino com maior incidência de imposto é o vinho quente. Mais da metade do preço da bebida (54,73%) é puramente tributação. 

 

E se beber sem pagar caro não é fácil, montar uma mesa apetitosa e com quitutes de qualidade também é um problema. Os preços do amendoim, da canjica e da pipoca, por exemplo, são compostos em mais de um terço por impostos - 36,54%, 35,38% e 34,99%, respectivamente. Já o pinhão é tributado em 24,07% - tendo sido o menos taxado entre os itens da pesquisa.

 

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