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Prédio do Incra volta a ser ocupado

Marcus Liborio
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Éder Azevedo

Parte dos sem-terra permaneceu na frente do escritório do Incra

Trabalhadores sem terra ocuparam o escritório da empresa de assistência técnica do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na manhã dessa terça-feira (30), no Jardim América, em Bauru. Cerca de 30 militantes do Acampamento Recanto do Povo, assentados na Gleba 1 do Horto Aimorés, em Pederneiras, reivindicam a presença do superintendente do Incra, Wellington Diniz Monteiro. Na noite de ontem, os sem-terra afirmaram que iriam passar a noite no imóvel.  


Líder do movimento, Roberto Eurico de Souza Costa disse que o grupo só deixará o local após conversar pessoalmente com alguém da superintendência do órgão estadual. Eles pedem resposta quanto à negociação de área ao lado do Horto, cuja fazenda, segundo Roberto, possui três nomes: Santa Lúcia, Boa Vista e Água do Cemitério.  


Os sem-terra, que já estão alojados no local com cerca de 20 famílias, querem a regularização da área - em torno de 179 alqueires - para a reforma agrária.


Incra


Por meio de assessoria de comunicação, a superintendência regional do Incra diz que ‘essa ocupação ocorre em escritório da empresa de Assistência Técnica contratada pelo órgão para prestar serviços de Ater às famílias assentadas na região de Bauru’.


O instituto informa que a situação vem sendo acompanhada pela Ouvidoria Agrária Regional, “que diante da inviabilidade de deslocar representante para a região, propôs uma reunião na sede do Incra na capital paulista para o esclarecimento das questões relacionadas ao cadastro de famílias e ao imóvel mencionado”.

 

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