Economia & Negócios

Ibovespa sobe e garante alta de 6,15% no semestre

Por Claudia Violante e Denise Abarca | AE
| Tempo de leitura: 3 min

O último pregão de junho da Bovespa foi bastante volátil e, depois de operar praticamente a tarde toda em baixa, virou para cima a minutos do fechamento e sustentou o patamar de 53 mil pontos no final da sessão desta terça-feira (30). A indefinição da situação grega acabou não fazendo preço nos ativos, apesar da negativa do Eurogrupo de estender a ajuda financeira ao País.

O Ibovespa terminou a terça-feira em alta de 0,13%, aos 53.080,88 pontos. Na mínima, marcou 52.813 pontos (-0,38%) e, na máxima, 53.345 pontos (+0,62%). O giro financeiro totalizou R$ 6,704 bilhões.

No mês, subiu 0,61%, mas acumulou alta de 3,77% no segundo trimestre e de 6,15% no primeiro semestre, o melhor desempenho desde a alta de 8,53% da segunda metade de 2013.

As negociações sobre a extensão do programa de ajuda à Grécia continuaram nesta terça-feira, mas, no começo da tarde, o Eurogrupo disse não ser possível estender o pacote de resgate. De qualquer forma, haverá nova reunião amanhã. Depois da recusa dos credores, os gregos pediram ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para adiar o pagamento da dívida de 1,6 bilhão de euros que vence hoje. No fim da tarde, a Fitch também rebaixou o rating grego, de CCC para CC, seguindo o que já havia feito ontem a S&P.

As bolsas europeias terminaram a maioria no vermelho, mas as norte-americanas subiram. Dow Jones teve alta de 0,13%, aos 17.619,51 pontos, S&P 500 registrou valorização de 0,27%, aos 2.063,12 pontos, e o Nasdaq marcou +0,57%, aos 4.986,87 pontos. No mês, caíram 2,17%, 2,10% e 1,64%, nesta ordem.

No Brasil, Vale pesou sobre o índice, ao cair 4,74% na ação ON e 4,12% na PNA, afetada pelo recuo das mineradoras na Europa, pela forte baixa do preço do minério de ferro, e pela revisão em baixa da perspectiva de preços tanto por parte do governo australiano como por parte de várias corretoras.

Metalúrgica Gerdau PN perdeu 4,35%, mas Bradespar PN, com -5,05%, liderou as quedas do Ibovespa, seguida de Vale ON e Usiminas PNA, -4,63%. CSN ON, -2,82%.

Petrobras caiu 0,14% na ON e 0,31% na PN.

O dólar confirmou no fechamento dos negócios o sinal de queda que prevaleceu ao longo de toda a sessão, embora a Grécia não tenha chegado a um acordo para acessar ajuda financeira e pagar sua dívida de 1,6 bilhão de euros ao FMI, que vence nesta terça-feira (30).

Os investidores se ampararam na sinalização do Eurogrupo de que as negociações para um acordo continuarão a partir de amanhã. O dólar à vista no balcão fechou em baixa de 0,16%, em R$ 3,1090, com variação negativa acumulada de 2,39% em junho. Oscilou da máxima de R$ 3,1160 (+0,06%), que foi também o preço da abertura, à mínima de R$ 3,0880 (-0,83%).

O volume perto das 16h30 era de US$ 1,2 bilhão aproximadamente. Às 16h31, o dólar para agosto caía 0,30%, a R$ 3,144. Pela manhã, fatores técnicos relacionados ao vencimento de derivativos cambiais ajudaram a empurrar o dólar ainda mais para baixo, sob a pressão dos vendidos interessados em derrubar a ptax que vai balizar a liquidação dos contratos na quarta-feira, 1º de julho. A taxa ptax desta terça-feira fechou a R$ 3,1026, em baixa de 1,16% ante o fechamento de ontem (R$ 3,1390).

Taxas de juros

Os juros terminaram em queda nesta terça-feira, respondendo a uma série de fatores. Além do dólar em queda e do fluxo vendedor de taxa de players estrangeiros na ponta longa da curva, os investidores continuaram retirando prêmios em reação às declarações do diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Tony Volpon.

Conforme publicado ontem pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, ele voltou a sinalizar, segundo fontes, que a inércia inflacionária em 2016 será menor, o que resultaria em desaceleração do IPCA, em uma conferência fechada promovida pelo Bank Of America Merryl Lynch na segunda-feira. Ao término da sessão regular da BM&F, o DI janeiro de 2016 encerrou em 14,24%, de 14,27% no ajuste de ontem, e o DI janeiro de 2017, em 13,94%, de 14,02%. O DI janeiro de 2021 caiu de 12,72% para 12,78%.

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