A mãe do menino de 12 anos que teria usado lança-perfume durante uma festa escolar, na tarde do último sábado (27), pretende transferi-lo para outra instituição de ensino. Conforme o JC noticiou nessa terça-feira (30), o adolescente foi atendido, de início, na UPA do Mary Dota, e, em seguida, encaminhado até o PAI, onde foi constatado que ele sofreu uma “intoxicação exógena”.
Na tarde dessa terça, a mãe do garoto, que teve a identidade preservada em respeito ao ECA, procurou o JC e disse que, ao contrário do que consta no registro da polícia, o adolescente não estava desacordado. Depois que saiu da Escola Estadual Henrique Rocha de Andrade, na região da Pousada da Esperança, ele gritava, chorava e passava uma sensação de pavor. “Deu a impressão de que ele estava tendo alucinações e eu o levei até a UPA. Ele não se lembra do que ocorreu”, narra a mãe.
Outro ponto que a mãe alega é que os próprios funcionários da escola teriam dito que o estudante usou lança-perfume. Ela relata que era por volta das 13h quando o adolescente decidiu deixar de almoçar para ir, acompanhado de um amigo, até escola e participar da festa.
“Não sei dizer se, no trajeto, ele foi se sentindo mal, mas o amigo afirma que nada aconteceu, o que me leva a crer que algo ocorreu dentro da escola, mas as pessoas que lá estavam disseram que ele já chegou passando mal. De fato, ele estava em jejum, mas não sei se alguém deu alguma coisa para ele”, acrescenta.
Outro lado
Diante disso, a mãe pretende transferi-lo da Escola Estadual Henrique Rocha de Andrade uma instituição na região da Vila São Paulo. Questionada sobre a versão da mãe, Gina Sanchez, que é diretora regional de ensino, afirma que, na manhã dessa terça, a mãe foi até a escola e disse outra coisa. “Ela até assinou um termo no final da reunião e afirmou que, em nenhum momento, foi dito ‘lança-perfume’ dentro da escola”.
Gina diz também que a mãe não acompanhou o filho no percurso entre a casa e a escola. “Ela mesma reconheceu que não estava com ele”, pontua. A diretora regional de ensino informa ainda que nem a unidade de saúde especificou o tipo de droga que o garoto teria usado, muito menos um funcionário da escola. “Seria uma afirmação muito leviana. Não desqualificando a mãe, mas acredito que houve choque de informações”, defende.
Além disso, Gina Sanchez argumenta que a mãe não solicitou a documentação para a transferência do filho.