Esportes

Ciclismo: Bauruense comemora chegada à seleção brasileira

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Alex Mita

Ex-jogador de basquete, Renan Silva, de 1,90m, fez a transição para o ciclismo com sucesso há aproximadamente dois anos

Com apenas 17 anos, o bauruense Renan César da Silva já sonha alto no ciclismo. Após começar no esporte tentando ser jogador de basquete – ele treinava nas equipes de base da Associação Luso Brasileira – hoje Renan é uma das promessas da nova geração do ciclismo brasileiro, tendo representado o País na seleção júnior, em competição no Uruguai no primeiro semestre de 2015.


Renan passou a última semana em Bauru, aproveitando um pequeno período sem treinos em Iracemápolis (cidade vizinha a Limeira, na região de Campinas), onde reside atualmente, compondo a equipe da cidade, que possui um Centro de Excelência da modalidade. Mesmo em Bauru, não parou de treinar. “Agora em julho já temos os Jogos Regionais, nossa equipe vai representar Iracemápolis”, comenta.


A transição do basquete para o ciclismo foi rápida – ele era ala/pivô no esporte da bola laranja. Com 1,90m e 79 kg, o bauruense conta como mudou de modalidade. “Foi há dois anos. Eu treinava basquete na Luso, com o Mococa, mas já ia de bicicleta para os treinos. Teve uma época que a minha categoria ficou sem time. Eu trabalhava em uma loja de bicicletas e o pessoal da equipe de Bauru, da Semel, sempre ia lá. Um dia comecei a praticar o ciclismo e gostei. Tive bastante incentivo da equipe da Semel, tendo em quem me espelhar”, relata. Em Bauru, o ciclista lembra que Rubens Matias e Agnaldo Maximus foram seus dois maiores incentivadores na equipe de Bauru.


Renan conta que, no começo, competia no Mountain Bike, que é na terra. “Depois é que fui para a Estrada, que é o ciclismo convencional. Foi recente minha ida para a equipe de Iracemápolis, no começo do ano. Sou contratado da equipe de base, subo para a elite no ano que vem”, explica. Entre as principais competições, estão o Paulista, Brasileiro, Jogos Regionais e Abertos. O bauruense é gregário, ou seja, um dos ciclistas que dá apoio aos chamados velocistas, que são os mais rápidos da equipe e vão para o ‘sprint’ final.


Na Prova do Futuro, no começo do ano, Renan conseguiu o segundo lugar, indo para a seleção júnior, que competiu em uma prova no Uruguai, passando pela capital Montevidéu e mais quatro cidades. “Claro que quero chegar à seleção principal, e depois tentar ir a um Pan ou Olimpíadas, a partir de 2019 e 2020”, completa.

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