Política

Chorume: licitação sai em uma semana com preço menor

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Malvolta Jr.

Como foi noticiao nessa quinta (2) pelo JC, Lima Jr., Artemio, Bussola e Mariano ouviram Lázara Gazzetta e Nico Mondelli, na Câmara

Foram abertos nessa sexta-feira (3) pela manhã os envelopes com as propostas de preços de três empresas interessadas em transportar e dar destinação ao chorume produzido no aterro sanitário de Bauru. A licitação, conduzida pela Emdurb, deve ser concluída entre a próxima quarta-feira (dia 8) e o começo da outra semana. Quinta-feira, dia 9, é feriado estadual e não haverá expediente nos serviços municipais.


O contrato terá validade por seis meses, portanto, até o final do ano, e engloba prestação de serviço de retirada, transporte, tratamento e disposição final de 2.500 metros cúbicos de percolados (chorume) gerados pelo aterro sanitário de Bauru.


O certame teve três empresas concorrendo: Rio Vivo Ambiental Ltda, da cidade de Brusque (SC), V.A. Pinto Barbosa Transporte Ltda da cidade de São Paulo (SP), e Monte Azul Engenharia Ltda, da cidade de Araçatuba (SP).


A Empresa Monte Azul Engenharia foi a vencedora com custo unitário de R$ 148,00 por metro cúbico, com pagamento através de recursos próprios da Emdurb, totalizando cerca de R$ 500 mil até o fim do ano. “A gente quer assinar e homologar o contrato até quarta-feira, ou no máximo, no início da outra semana, já dando destinação ao chorume que está acumulado e o que for sendo produzido”, afirma Nico Mondelli, presidente da Emdurb.


Há alguns dias, o chorume produzido no aterro está sendo armazenado em tanques de 30 metros cúbicos (que equivale a 30 mil litros), e dos cinco que estavam no local, quatro estavam totalmente preenchidos.


Com a nova licitação, a Emdurb vai gastar cerca de R$ 500 mil até o final do ano. Se um novo contrato tiver de ser feito nos mesmos moldes no ano que vem, com base neste valor de agora, seriam mais R$ 1 milhão até o fim de 2016, totalizando R$ 1,5 milhão com gasto em destinação de chorume nestes 18 meses finais do governo do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). Com a inauguração da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), prevista para o fim de 2016, a cidade não mais precisará destinar o líquido a outras ETEs, e ainda poderá capitalizar tratando o chorume de cidades da região, o que reforça a necessidade de compra de um caminhão para transportar o material (leia mais abaixo).


Sem previsão


Mondelli cita que a empresa municipal foi surpreendida pelo aumento do volume de chorume a partir de abril. Além das chuvas típicas do começo do ano, houve um serviço de instalação de dois quilômetros de drenos executada pela própria Emdurb, após apontamento da Cetesb, que elevaram a vazão do líquido.


A gente não esperava que fosse aumentar tanto a quantidade. Mas é assim mesmo, surgiu essa situação e agora estamos tomando medidas para resolver, é natural cita. O aumento inviabilizou a sequência do contrato que estava em vigor, por esgotamento do objeto (o volume subiu mais rápido que o esperado e atingiu a quantia contratada).


Para o prefeito Rodrigo Agostinho, é até natural que a preocupação com o preço não fosse uma prioridade até pouco tempo atrás. “O volume de chorume que se produzia no aterro de Bauru não era grande, e isso não acarretava em um custo tão elevado. Porém, como a quantidade cresceu muito nesses últimos meses, era necessário rever essa questão dos preços também”, disse o chefe do Executivo por telefone ao JC, ontem à tarde, pouco antes de voltar de Brasília.


Mondelli vai na mesma direção. “A produção era baixa até então. Agora o preço que conseguimos é 25% menor, dentro das cotações que a gente fez na última semana. Até esperava que o preço por metro cúbico fosse até um pouco menor (vai ser R$ 148,00), mas já baixou bem em relação ao que vínhamos pagando”, frisa o presidente da Emdurb.

Caminhão: 3 meses para comprar


A aquisição de um caminhão para que a própria prefeitura faça o transporte e pague apenas pelo preço da destinação do chorume, sem depender de empresa privada, segue na pauta. O prefeito afirma que a compra do veículo vai levar algum tempo, pois a licitação demora pelo menos 3 meses. “É um tipo de licitação mais demorada”, aponta. Nico Mondelli acrescenta que ainda não está definido qual setor ficará responsável pela licitação e pela manutenção do veículo: pode ser a administração direta (Semma), a própria Emdurb, ou ainda o DAE.


O custo estimado do veículo é de R$ 300 mil, mas existe a possibilidade apenas da compra da carroceria, adaptando a um veículo que já está em uso, reduzindo o custo para R$ 180 mil. Vamos conversar com o prefeito e definir qual setor ficará responsável pela compra e também se vamos adquirir tudo ou só a carroceria, conclui Mondelli.

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