Esportes

Mãe de ex-jogador vive angústia longe do filho doente em Londres

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

João Rosan

Adelaide Gonçalves mostra fotografias do filho Edu Bala, quando jogava na equipe profissional do Noroeste, em 2001

Adelaide Moreira Gonçalves, 63 anos, moradora do Parque Vista Alegre, em Bauru, vive angústia longe do filho Carlos Alberto Gonçalves, conhecido como Edu Bala, ex-jogador de futebol de 37 anos, que passou pela equipe profissional do Noroeste em 2001 e hoje vive em Londres, na Inglaterra. Há pouco mais de um mês, ele perdeu a coordenação motora do braço e perna esquerdos, devido a sucessivas convulsões, cuja causa ainda é desconhecida pelos médicos.


“Meu filho me liga todos os dias do hospital dizendo que está sofrendo e se sentindo sozinho. Um dia fiquei muito triste, quando ele disse: ‘mãe, vou fechar os olhos agora e, quando abri-los, sei que a senhora vai estar aqui comigo’”, relata Gonçalves, emocionada.


A mulher diz ser “mãe de coração” de 30 filhos (além dos três que são dela – duas mulheres e um homem). Ela adotou Edu Bala quando ele tinha sete anos. Em 2001, aos 22 anos, Edu Bala passou pelo Noroeste e disputou a Série A3 do Campeonato Paulista. Massagista do Norusca de longa data, Jeová Rodrigues lembra com carinho do atleta. “Era bom jogador e marcava muitos gols. Alguns bem bonitos”, recorda-se.


Gonçalves conta que, há cerca de sete anos, o filho foi tentar carreira no futebol fora do País. “Ele jogou em times da Coreia do Sul, Vietnã. Depois, parou de jogar e arrumou um emprego de cozinheiro em um restaurante de Londres”.


Tempos depois, Edu Bala perdeu o emprego e se tornou entregador em empresa de fast food. “No dia 18 de maio, ele teve um desmaio enquanto pilotava sua moto durante o trabalho”, conta Gonçalves.


Drama


O acidente foi o início de um drama tanto para Edu Bala quanto para a mãe dele. Gonçalves relata que o filho foi submetido a exames de rotina em hospital de Londres. Os médicos não detectaram qualquer anormalidade e o liberaram com diagnóstico de fraqueza e exaustão.


Porém, dias depois, ele teve mais duas crises convulsivas e ficou hospitalizado no setor de emergência por cinco dias. “A equipe médica fez uma bateria de exames e constatou quadro de crise epilética, mas não soube dizer a causa das convulsões”, conta Gonçalves.


Edu recebeu alta no dia 26 de maio e a recomendação foi de tomar medicação antiepilética três vezes ao dia. No dia seguinte, teve convulsões novamente e foi para a emergência do hospital de ambulância. “Ele não consegue sequer caminhar até o banheiro sozinho”, declara Gonçalves.


Junto ao filho


O que Gonçalves mais quer no momento é estar junto ao filho e procura ajuda para bancar a viagem. “Não tenho condições de arcar com a viagem”, lamenta. Ela explica que o custo da passagem de avião, ida e volta, é em torno de R$ 4 mil. Contatos podem ser feitos através dos telefones (14) 3237-6350 e (14) 3018-0880.

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