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Times paulistas agitam o brasileirão deste domingo |
Em momento turbulento, São Paulo luta pela vitória contra o Fluminense no Morumbi
Duas derrotas seguidas, saída de jogadores, pagamentos atrasados e diretoria e técnico em rota de colisão. O cenário no São Paulo vive um princípio de caos e o time se apega à força do estádio do Morumbi, na capital paulista, para este domingo (5), às 16h, contra o Fluminense, pela 11.ª rodada, amenizar os problemas. Uma vitória pelo Campeonato Brasileiro vale mais para acalmar o ambiente do que para simplesmente subir na tabela de classificação.
Após dois jogos fora de casa e resultados ruins, a equipe retorna ao estádio onde no ano ganhou 14 das 16 partidas disputadas. A oportunidade de vencer é praticamente uma salvação neste período turbulento. “Os três próximos jogos serão decisivos tanto para a diretoria como para os jogadores”, comentou o técnico Juan Carlos Osorio.
O treinador é um dos mais incomodados com a situação. Com a saída de Paulo Miranda, Denilson, Souza e Dória, o técnico perdeu opções no setor defensivo e comprometeu o seu planejamento, sem falar que foi pego de surpresa pela situação financeira desfavorável do clube.
Este assunto, aliás, é recorrente nas entrevistas de Osorio. “Só tentei entender a posição do clube de vender jogadores para resolver a parte econômica, mas não concordo”, reclamou. Segundo o técnico, quando negociou contrato com o São Paulo, em maio, a diretoria não lhe alertou sobre a possibilidade de perder jogadores. Na próxima sexta-feira o elenco vai completar o 4º mês seguido sem receber os direitos de imagem.
O São Paulo pode em caso de vitória voltar a colar no G4. O time carioca tem três pontos a mais e é concorrente direto na briga pelas primeiras posições da tabela.
Para enfrentar o Fluminense, Osorio precisou resolver mais problemas. Ele conversou com Ganso e pediu para o meia não reclamar mais dos companheiros, como fez na última quarta-feira, quando criticou a falha de Lucão no primeiro gol do Atlético-PR. O colombiano ainda teve de lidar com o desfalque de Boschilia, com suspeita de dengue, e a dúvida sobre a escalação de Bruno, que tem lesão no tornozelo esquerdo.
Pelo menos conta com as voltas do atacante Luis Fabiano e do zagueiro Rafael Toloi, recuperados de pancadas nos joelhos, e do volante Hudson, que cumpriu suspensão.
Fluminense
O Fluminense vem de uma sequência de três vitórias. A única dúvida do está na defesa. Gum e Antônio Carlos vinham formando a zaga titular. Suspenso na última rodada, Gum foi substituído por Marlon diante do Santos. E o jogador, ex-titular , agradou.
Em casa, Santos tenta reagir diante do embalado Grêmio
Ameaçado de terminar rodada no Z4, santistas encaram gaúchos na Vila
Pressionado e com a possibilidade de terminar esta 11.ª rodada entre os quatro piores do Campeonato Brasileiro, o Santos espera renovar as suas forças em casa para superar o embalado Grêmio, hoje, às 16h, no estádio da Vila Belmiro, em Santos, e começar a ver uma luz no fim do túnel. O adversário promete engrossar o jogo, já que está na parte de cima da tabela de classificação.
A derrota por 2 a 1 para o Fluminense, na última quinta-feira, no Rio, abalou o jovem elenco santista. O técnico Marcelo Fernandes voltou a pedir reforços de peso, mas sabe que, se chegarem, não deve ser agora. Assim, o jeito é apostar na molecada e nos poucos experientes em condições de jogo.
Um deles é Ricardo Oliveira, que apesar da má fase da equipe atravessa bom momento e já marcou seis gols no Brasileirão. “Acho que estão se precipitando ao falar de rebaixamento. É cedo para sinal de alerta porque faltam 28 rodadas. Mas é claro que a situação não é das melhores e sabemos que não podemos ficar ali”, disse o atacante.
O lateral-esquerdo Daniel Guedes e o zagueiro Werley, suspensos, estão fora. Caju e David Braz, que retorna de suspensão, entram nos seus lugares, respectivamente.
Grêmio
O Grêmio busca da quinta vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro. Depois de derrotar Cruzeiro, Avaí, Palmeiras e Atlético Paranaense, o time tricolor tenta manter o embalo de olho na liderança. A equipe tem uma novidade: a entrada de Edinho no lugar de Maicon, suspenso.
Em Cuiabá, Palmeiras encara a Ponte Preta e o desafio de encostar no G4
As duas vitórias consecutivas no Campeonato Brasileiro fizeram o Palmeiras mudar o foco e a começar olhar para a parte de cima da tabela de classificação. Hoje, o desafio é a Ponte Preta em um confronto direto de times que aspiram entrar no G4. Como a sorte anda no lado alviverde, a partida pela 11.ª rodada será em um campo neutro, na Arena Pantanal, em Cuiabá, às 18h30, e o adversário ainda não terá seus dois dos principais jogadores.
A diretoria da Ponte Preta vendeu o mando de campo para melhorar as finanças, já que os jogos contra São Paulo e Chapecoense foram realizadas com portões fechados, como punição por confusão da torcida. Em Cuiabá, a maioria dos torcedores deve ser do Palmeiras. Dentro de campo, o time, que até pouco tempo era a sensação do campeonato, não terá o meia Renato Cajá e o volante Fernando Bob, suspensos.
Tudo isso faz o Palmeiras se encher de confiança, mas com parcimônia. “Não existe favoritismo de ninguém. Todos os jogos serão difíceis e cabe ao Palmeiras descomplicar. A Ponte marca bem e tem um time encaixado”, avisou o técnico Marcelo Oliveira.
O treinador deve levar a campo a formação que começa a ser decorada pelos torcedores. É a mesma dos últimos dois jogos, com Leandro Pereira na frente, apesar dos gols marcados por Cristaldo nos últimos jogos.
Ponte
Na Ponte Preta decidiu vender o jogo para fora do estádio Moisés Lucarelli em busca de recuperar o “caixa perdido”. “A nossa torcida entendeu muito bem a nossa atitude porque não temos a mesma receita dos grandes clubes”, justificou o vice-presidente executivo, Giovane Dimarzio. O clube recebeu, de forma antecipada, R$ 850 mil de cota de um grupo empresarial da capital do Mato Grosso.
O técnico Guto Ferreira vai ter dois grandes desfalques. Jogador do time com maior número de desarmes, o volante Fernando Bob levou o terceiro cartão amarelo e cumpre suspensão, bem como o meia Renato Cajá, principal artilheiro do clube no Brasileirão, com cinco gols. Paulinho deve entrar na vaga de Fernando Bob. Já na articulação, Roni é o favorito. Mas o treinador também pode optar em alterar o esquema tático e colocar Juninho.
Fora de casa, Corinthians pega Goiás de olho no G4
Tite aposta em Elias para vencer no Serra Dourada e seguir próximos aos líderes
Tite aprovou o desempenho do Corinthians na vitória sobre a Ponte Preta e por isso vai repetir a escalação para enfrentar o Goiás, hoje, às 16h, no estádio Serra Dourada, em Goiânia, pela 11.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar de a equipe ter tomado sufoco no segundo tempo, na avaliação do treinador o volume ofensivo apresentado na etapa inicial da partida no estádio Itaquerão foi muito bom e o seu objetivo é fazer o time repetir aquele padrão de atuação durante os 90 minutos.
A aposta de Tite está principalmente em Elias, que voltou à equipe após ficar um mês com a seleção brasileira na Copa América. Na última quinta-feira o volante foi um dos destaques do time e deu o passe para Jadson marcar o primeiro gol. De acordo com o presidente Roberto de Andrade, o volante voltou da Copa América sem nenhuma proposta e não deixará o Corinthians
A permanência do jogador é um alívio para Tite. Elias é considerado peça fundamental na engrenagem montada pelo treinador depois da saída de Emerson, Guerrero e Fábio Santos. O volante, além de ajudar na marcação, dá profundidade ao jogo da equipe graças às suas infiltrações que costumam pegar as defesas desprevenidas.
“A percepção de espaços dele é impressionante”, elogiou o técnico. O Corinthians está em ascensão. Após um início de campeonato irregular, a equipe venceu quatro dos seus últimos cinco jogos. Novo triunfo nesta tarde pode recolocar o time ao G4.
Goiás
O Goiás não vence há sete jogos e tentará acabar com esse jejum. O técnico Augusto César não confirmou a equipe que enfrentará o Corinthians. Em relação ao último jogo, ele só não poderá contar com o atacante Bruno Henrique, suspenso pelo terceiro cartão amarelo levado na derrota diante do Figueirense por 3 a 1.
