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Jovem de Botucatu é achada no Rio de Janeiro

Por Carina Bacelar | Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 3 min

Facebook/Reprodução

Segundo o agente de polícia, Daniela estava desorientada e afirmou estar vivendo no carro

Foi encontrada em Ipanema, zona sul do Rio, na tarde dessa terça-feira (7) a estudante de Botucatu (90 quilômetros de Bauru) Daniela Batista, 23 anos, que estava desaparecida desde o último domingo (5). O pai dela, o comerciante Maurílio Andrade Batista, 55 anos, disse que a filha vai para um hospital psiquiátrico, pois não quer falar com ninguém e está em choque. Ele foi, porém, reconhecido por Daniela na Delegacia de Descoberta de Paradeiros, no Jacarezinho. “Ela só falou: ‘Pai, eu não quero falar com ninguém’. Ela está em estado de choque, não tem condições de ficar na sociedade”, disse o comerciante, destacando que Daniela não falou do motivo do desaparecimento. “O sentimento é de alívio”.


De acordo com a delegada da unidade, Elen Souto, a jovem foi achada por policiais do 23º Batalhão da PM “totalmente fora de si”. A estudante estava apenas com o próprio carro, um Fox branco, e a roupa do corpo, “toda suja”, segundo o pai dela, na rua Farme de Amoedo, em Ipanema. A mãe de Daniela sofre de uma doença psiquiátrica, mas a família afirma não saber se a estudante tem a mesma enfermidade.


Familiares e amigos de Daniela souberam que a jovem teria sido vista na Lagoa Rodrigo de Freitas entrando em um carro. Ela teria sido reconhecida por um PM, que tentou abordá-la. Segundo o agente, ela estava desorientada e afirmou estar vivendo dentro de seu carro. Foi quando ela entrou no veículo, arrancou e saiu do local.


Uma amiga da jovem, a também estudante Núbia Almeida, de 25 anos, conta que a amiga vinha demonstrando tristeza. “Ela estava um pouco triste ultimamente, a gente não sabe explicar (o motivo), eu imagino que seja pela mudança de cidade”, contou.


O último contato que o pai tinha tido com a filha foi na tarde de domingo, por uma ligação a cobrar. Uma mulher dizia ter achado Daniela desorientada, após desmaiar no Largo da Carioca.


“Uma senhora disse que ela estava passando mal e precisava de ajuda”, disse Maurílio na ocasião, pedindo à mulher que levasse sua filha para a Rodoviária Novo Rio, e não a deixasse na Catedral Metropolitana, como ela pretendia. Nessa segunda-feira (6), ele chegou de ônibus ao Rio vindo de Botucatu, para acompanhar as buscas. Por causa do estado em que a filha foi encontrada, ele vai permanecer no Rio por tempo indeterminado.


A jovem se formou em Farmácia na Universidade Paulista (Unip) em Bauru em 2014. Foi para o Rio fazer pós-graduação em Farmácia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Antes de sumir, dividia apartamento com um amigo em Copacabana. Era independente e estava acostumada a viver fora de casa. O pai de Daniela conta que ainda não sabe se ela vai continuar morando no Rio, mas que estava realizando um sonho ao estudar na cidade. “Vamos ver o que aconteceu para a gente ter um prognóstico. Depende dela e não de mim. Eu acredito que ela tem um sonho e ela começou esse sonho. É só questão de tempo para ela determinar o que quer fazer da vida dela”, declarou.

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