Cultura

Grupo Os Incríveis faz show em Bauru na sexta-feira

João Pedro Feza
| Tempo de leitura: 3 min

Divulgação

Sandro Haick (em pé), Wilson Teixeira, Netinho (de boné); Leandro Weingaertner e Rubinho Ribeiro

A história da banda Os Incríveis faz jus ao nome. Ainda que tenha tido grande alteração na formação original, seguir na estrada com a mesma marca por 50 anos é mesmo incrível.  Como é possível?


“Vivo com a música e pela música no meu dia a dia”, resume ao JC o baterista Luiz Franco Thomaz, o Netinho – fundador. Ele é, aliás, “o” remanescente (já morreram Mingo, Manito, Nenê e Neno).


Netinho demonstra entusiasmo com a carreira que abraçou – e que, em números do grupo, além dos 3 mil shows no Brasil, também rendeu 600 no exterior. Houve tempo para isso. “A banda começou no final de 1962 como The Clevers e, em 1965, mudou para Os Incríveis”, lembra.


De lá para cá, algumas músicas deles jamais saíram do imaginário popular, como a gravação de “Era um Garoto que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones”.


Os Beatles acabaram em 1970 – e a banda de Mick Jagger mantém as pedras rolando desde 1962, assim como Netinho. Que, aliás, ainda alimenta dúvida sobre qual dos ícones ingleses é o seu favorito. “Pergunta difícil… Já fui mais Stones, hoje equilibra um pouco entre os dois. Aliás, Beatles é Beatles: incomparável”.


50 anos em 5 RESPOSTAS


1. Qual a situação mais inusitada nesse tempão todo de estrada?

Netinho: “Situações malucas e maravilhosas, inusitadas e curiosas, não faltaram em nossa vida na estrada musical. Em meu livro (“Netinho – Minha História Ao Lado das Baquetas”) conto diversas histórias interessantes. Até mesmo o dia em que, pela primeira vez, chegamos na Itália para tocar com Rita Pavone, em 1964, e eu tive que ficar por último pra descer, de tanto repórter na ponta da escada do avião me esperando. Isso impressionou demais. Fui pego de surpresa, pois estávamos somente começando. Ainda era The Clevers”.


2. Qual a maior emoção que já sentiu?

“Acho que o Roberto Carlos definiu bem ao declarar: ‘São tantas...’ (rs). Na verdade, eu adoraria poder lembrar de tantas emoções vividas nessa oportunidade divina que tive na vida como baterista. Mas tenho mesmo é gratidão eterna”.


3. Que música você gostaria de ter sido o autor?    

“Aquela música que não compus poderia ser, entre milhares, “I Just Called to Say I Love You” (Stevie Wonder)”.


4. Numa mesma banda, você deve ser o baterista há mais tempo em atividade no Brasil e um dos poucos do mundo. Como mantém a “pegada” e a técnica?

“Bem, em época de muitas apresentações em shows, eu não treino. Quando fico mais tempo parado costumo tocar meia hora ou um pouco mais, dois a três dias por semana”.


5. O que é o mais incrível ao viver da música?

“É fazer o que mais gosto. Vivo com a música e pela música no meu dia a dia. Sem ela, eu não sei como seria. No meu novo livro, quase pronto, mas ainda sem nome, tem um capítulo justamente chamado ‘Música’.

Um trecho: ‘Música, segundo alguns escritores, é expressão e sensação de sentimentos, que canalizados para o bem realizam milagres. A música empregada com a finalidade sagrada em reverenciar o ser supremo e criador, é de elevar as almas às alturas por esferas espirituais, criando a verdadeira harmonia ao atingir o íntimo de cada alma.”


Serviço


Os Incríveis em Bauru. Nesta sexta-feira, 10 de julho, a partir das 23h, na Hípica. Detalhes: (14) 3236-1255 / 9 9651 5050

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