Nos primeiros dias de julho, Bauru mostrou sua força cultural em vários sentidos. Bauru sempre cercada de grandes e valorosos artistas, com vários caminhos dentro da arte... Arte que sempre os projetou mundo afora. Basta dizer que vários foram os talentos que despontaram por aqui e ganharam o mundo. Dizem que a maldição lançada há 100 anos deixou uma mácula na história da Capital da Terra Branca. Cidade sem Limites. Cidade de Espantos...
Mas, com maldição ou não, no último domingo, nos festejos dos 20 anos da SAC - Sociedade Amigos da Cultura, dentro da Estação Ferroviária, houve uma verdadeira overdose da cultura bauruense com dança, música, teatro, poesia, tudo dentro das dependências da antiga Estação Ferroviária que agora, em franca reforma, está abrindo cada vez mais suas portas para a verdadeira cultural local. A estrutura dos prédios, o romantismo do estilo, faz com que tudo se torne mágico... Pois a Cultura é a magia dos povos...
É inconcebível imaginar que todo esse local se transforme num ponto comercial como um Mercadão. Inconcebível ver o encantamento do passado de um povo, o trem, a ferrovia, transformar-se num ponto comercial comum. Mercadão? Será possível uma convivência entre o comércio e a cultura? Não acredito! “Bauru é terra poética de histórias recontadas nos trilhos dos trens que agora vai virar um Patrimônio Cultural na sua antiga ferrovia...”
Vários são os significados da palavra cultura, mas um deles diz: “Aquela que acumula o trabalho e o capital num terreno relativamente pequeno, conservando-lhe a fertilidade.” Essa frase diz bem o que significa a Estação Ferroviária para os bauruenses, não diz? Eu acredito na ferrovia que fez o nosso passado... Acredito na Cultura que construirá o nosso futuro!