Política

Vagas: lista de espera fica desatualizada

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr./Arquivo

Luiz Antônio Sabbag: “Dependendo do dia, não dá 

tempo, a pessoa responsável não lembra de atualizar”

Instituída desde agosto de 2013 por força de lei municipal, a publicação da lista de pacientes que aguardam liberação de vagas de internação não está sendo atualizada como deveria. Segundo o Departamento de Urgência e Unidades de Pronto Atendimento (Duupa) da Secretaria Municipal de Saúde, as falhas vêm ocorrendo por “esquecimento”.

Na tarde da última quarta, os dois pacientes que, segundo o site da prefeitura, aguardavam vaga há mais tempo em unidades municipais, na verdade, já haviam sido transferidos para leitos hospitalares. Na lista, por exemplo, constava que um homem de 56 anos estava na fila de espera há cinco dias.

Procurada, a Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), que administra os hospitais Estadual e de Base, confirmou que ele já estava internado desde terça-feira. Da mesma forma, um paciente de 62 anos, que supostamente aguardava vaga há quatro dias, foi transferido para leito hospitalar na segunda-feira. No final da tarde, após contato feito pela reportagem, a lista foi atualizada.

A obrigatoriedade de dar publicidade aos pacientes na fila de espera por internação foi instituída por lei aprovada pela Câmara Municipal no auge da crise da saúde pública no município, quando a longa espera por vagas, inclusive, culminou na morte de pacientes. O objetivo da norma era contribuir para pressionar a Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross) do governo do Estado a disponibilizar as vagas mais rapidamente, além de servir como instrumento de apuração de responsabilidades em caso de morte.

Esquecimento

Segundo o diretor do Duupa, Luiz Antônio Bertozo Sabbag, a lista é atualizada todos os dias, de duas a três vezes ao dia. Mas há casos em que, por esquecimento, um ou outro paciente acaba permanecendo na lista, embora já tenha sido encaminhado para internação.

Ele explica que a responsabilidade por excluir o usuário do documento é do funcionário que cuida do gerenciamento de vagas na cidade, que tem entre suas atribuições solicitar internações à Cross, além de comunicar e acompanhar a liberação dos leitos aos pacientes que estão em todas as seis unidades de urgência e emergência da rede municipal.

“A atualização não é online. A baixa precisa ser feita uma a uma. Dependendo do dia, não dá tempo, a pessoa responsável não lembra. Quando eu percebo, eu mesmo ligo para que façam a atualização”, observa.

Sabbag diz reconhecer a importância da lista para consulta não apenas da população em geral, mas também do Ministério Público, da Câmara Municipal e da imprensa, que podem pautar suas ações – e críticas – com base no que é divulgado no site. Por este motivo, ele informa que irá reforçar a orientação para que os servidores que atuam no gerenciamento de vagas se empenhem na atualização permanente e completa do documento.

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