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Pipas: brincadeira que precisa de atenção para não virar tragédia |
As férias escolares chegaram e a criançada aproveita para “tirar o atraso” das brincadeiras. Uma atividade que atravessa gerações e ganha mais força nesses dias de ventos é empinar pipas. Porém, é preciso cuidado para que a descontração não acabe em tragédia.
Pensando nisso, a CPFL Paulista o alerta para que seus clientes estejam sempre atentos a ações que podem colocar em risco tanto o abastecimento quanto a vida.
A companhia registrou 76 desligamentos pela utilização das pipas próximas à rede elétrica, no período de dezembro de 2014 a fevereiro de 2015, com uma média de 572 clientes afetados por ocorrência, na região de Bauru.
Entre dezembro de 2013 e fevereiro de 2014, foram registrados 48 desligamentos pela utilização das pipas próximas à rede elétrica, com uma média de 352 clientes afetados por ocorrência, sendo que em junho e julho de 2014 foram registradas 76 ocorrências.
Muitas pipas ficam enroscadas nos fios, continuando a causar interrupções nos meses seguintes. Isso ocorre porque a linha, enrolada nos cabos elétricos, se torna boa condutora de energia quando chove.
Cerol
Além disso, o uso do cerol (mistura de cola, limalha e vidro moído) ou da chamada “linha chilena” é muito perigoso. No Estado de São Paulo é considerado crime utilizar cerol, e sua formulação pode conter limalha de ferro, que provoca curtos-circuitos e choques elétricos. O ideal é soltar pipas longe da rede elétrica (veja mais dicas no quadro acima). Se acontecer de o brinquedo ficar preso na rede, a melhor coisa a fazer é dá-lo como perdido.
A tentativa de recuperação pode provocar acidentes de grandes proporções, inclusive com vítimas, além de interrupções no fornecimento de energia.
Além disso, o cerol é um grande risco aos motociclistas. Em junho, o JC trouxe o caso de um homem que, após ser atingido por uma linha com “cortante” precisou de 40 pontos para suturar o ferimento.
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