João Rosan |
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Dados mais recentes do DAE apontam que cerca de 65% do total de reclamações vêm de bairros dessas áreas; na foto, quadra 19 da rua Alto Acre, Jardim Bela Vista |
Os moradores de bairros como Bela Vista, Falcão, Independência e Jaraguá podem ter a sensação de que sempre há um vazamento de água por perto, seja na sua própria rua ou nas vias próximas. E essa sensação não é apenas visual, mas mensurada pelo próprio Departamento de Água e Esgoto (DAE).
A autarquia segue uma divisão parecida com a da Secretaria de Administrações Regionais para agrupar os bairros da cidade (exceto as do Mary Dota e São Geraldo, que no DAE formam um único setor), e os números mostram que as regiões noroeste e oeste são, de longe, as que mais registram queixas de vazamento na rede de água, o que se explica basicamente por um motivo: a idade da tubulação. Cerca de 65% dos vazamentos estão concentrados nestas áreas da cidade, que engloba também bairros como Paraíso, Santa Edwirges, Vânia Maria, Vila Dutra, Nova Esperança, Terra Branca e Ouro Verde, entre outros.
Bela Vista e Falcão, por exemplo, estão entre os bairros mais antigos de Bauru, e puxam para cima o índice de vazamentos. São as regiões onde a tubulação é mais antiga, por isso registram mais problemas, afirma o presidente do DAE, Giasone Candia. Quem está coordenando o trabalho de mapeamento dos vazamentos é o engenheiro eletricista José César Lima, que há pouco mais de um mês é o assessor de gabinete da presidência da autarquia.
Os dados estão em tempo real, através das queixas recebidas por telefone, e também conforme o andamento dos reparos. No dia 30 de junho, quando o levantamento foi centralizado pela primeira vez, eram 240 vazamentos registrados nas ruas, e mais 46 em calçadas.
No começo da semana passada, o número caiu para 194. Claro que a intenção é zerar, o que não é fácil. Mas trabalhamos como uma meta que todos os reparos sejam feitos no máximo em até cinco dias úteis após a queixa, se as condições climáticas permitirem”, explica Lima.
Mutirões
O sistema de reparos por meio dos mutirões voltou a ser adotado pelo DAE, começando pela região norte/nordeste da cidade, que compreende o Parque Vista Alegre, Gasparini, Colina Verde, Pousada da Esperança, São Geraldo, Mary Dota, Santa Luzia e adjacências. Entretanto, o mau tempo reduziu o número de dias do mutirão.
Com a cidade dividida em cinco regiões, cada setor possui uma equipe fixa de reparos. Quando há o mutirão, as equipes fixas são mantidas em seus setores, e a região atendida pelo mutirão fica com quatro equipes, que são formadas com o reforço de servidores de outros setores do DAE. A ideia, no entanto, é que os mutirões tenham um tempo limitado. A gente acredita que até setembro, mais ou menos, a gente chegue dentro daquilo que foi estabelecido como meta. Ou seja, os mutirões seriam para reduzir até a um índice na qual possamos trabalhar com as equipes fixas”, salienta.
Para o engenheiro, as queixas da população junto ao DAE é fundamental para mapear o problema. Os registros que a gente faz pelas ligações é que vão delimitar onde existem vazamentos, então é importante que as pessoas liguem e registrem o problema. E quando as equipes vão para a rua, a orientação é que observem no sentido de constatar outros eventuais vazamentos, argumenta.
Quanto às equipes fixas, o DAE confirma que todas estão completas, após os últimos concursos para diversos cargos realizados recentemente.
Como reclamar?
Para falar como o DAE sobre vazamentos de água e esgoto, o telefone é o 0800-7710195, que recebe apenas chamadas de telefones fixos, de forma gratuita. Já para quem liga de celular, os números são o 3235-6140 ou 3235-6179. As queixas também pode ser feitas por e-mail, pelo dae@daebauru.sp.gov.br.
Asfalto: outro problema
Não bastasse o próprio volume de queixas de vazamentos de água, a população se depara com outro problema que vem logo após o conserto: a demora para a capa asfáltica ser restabelecida. Atualmente, o DAE depende apenas da usina de asfalto da prefeitura, vinculada à Secretaria de Obras, mas que atende também a toda a demanda do restante da cidade, servindo às demais secretariais.
Para acelerar o processo, o DAE estuda adquirir uma usina de massa fria, que diferente da massa quente, usada hoje em dia, pode ser colocada mesmo com a terra úmida, logo em seguida ao reparo. Entretanto, a autarquia deve iniciar o trâmite para aquisição de uma usina de massa fria apenas a partir de 2016.
Nos bairros mais antigos da cidade, cuja tubulação é mais antiga e os reparos frequentes, as ‘cicatrizes’ estão em várias vias, com o efeito colateral de deixar o asfalto em condição precária, somada aos buracos que já surgem por outros fatores, como as chuvas. Nos bairros Bela Vista, Falcão, Independência e Vila Cardia, entre outros, é fácil verificar ruas nessas situações.
