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| Harald Blåtand, que uniu os vikings como o “Bluetooth” faz |
A Escandinávia compreende a Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia e Islândia. Apesar do elevado desenvolvimento social, econômico e ético, a história do seu povo viking foi sangrenta e baseada em saques e escravidão. Eram reinados pequenos e desorganizados em que o mais violento e rico mandava. Não havia regras e constituição, predominava a força. Os reinados não tinham limites precisos. As embarcações partiam para saquear outras regiões da Europa e traziam muito ouro e escravos. Tudo podia, o que valia era o poder e a força.
O uso de chapéu com chifres foi invenção recente, os vikings não usavam estes ornamentos. Historiadores reconhecem que havia uma anarquia, mas era um processo democrático onde ninguém era de ninguém, todo mundo era de todo mundo!
O número de deuses e o paganismo imperava entre os vikings. O mais elevado destino era morrer em batalha, pois haveria um paraíso de glórias e prazeres. A desorganização ao longo de séculos acabou levando-os a uma derrocada. Os povos europeus frequentemente saqueados aprenderam se defender e as expedições dos vikings já não eram tão rentáveis!
Os outros povos, organizados de forma hierarquizada pela igreja e pactuados que cristãos não atacavam cristãos, planejavam invadir a Escandinávia, começando-se pelas terras da Dinamarca. Para sobreviver se faz de tudo nesta vida e um dos reis das terras dinamarquesas Harald Blåtand conseguiu interagir com outros reis vikings e pactuaram: precisavam conter a ira dos demais povos europeus para não serem dizimados!
Inteligente, o rei Blåtand conversou com a igreja e se converteu ao cristianismo. Determinou que todos se convertessem, criou-se dioceses, bispados e igrejas. Esta conversão para o homem comum demorou décadas, mas a nobreza e reis era de imediato com grande repercussão na Europa. Desta forma, os vikings passaram a ter regras mais claras, inicialmente com a bíblia.
Enquanto isto investia em obras públicas, fortificações, pontes e defesa de território. Blåtand estendeu seu poder até a Noruega levando o cristianismo até lá onde o rei Olaf 2º também conseguiu unir os vários reinos caoticamente organizados e se tornaram cristãos e ele virou Santo Olavo. Na Suécia, o mesmo ocorreu com o rei Olof.
Pode se dizer que os patriarcas dos três países foram Harald, Olaf e Olof e as monarquias predominam por lá até hoje. Demorou, mas os saques e a violência reduziu-se; os viking hoje são extremamente organizados, pacíficos e socialmente muito desenvolvidos. Esta sobrevivência pode ser atribuída a Harald Blåtand que conseguiu conectar, interagir e unir muitos reis e líderes vikings para evitar que desparecessem do mundo!
Bluetooth
Em 1996, um grupo de empresas procurava desenvolver e padronizar uma forma de ligação (link) de rádio de curto alcance para conectarem os celulares, tablets, computadores, teclados, mouses e fones de ouvido, sem o uso de fios ou cabos.
Assim, criou-se uma associação sem fins lucrativos: “The Bluetooth Special Interest Group” para comandar o desenvolvimento desta tecnologia com ondas de rádio. Entre essas empresas estavam a Intel, Ericsson, IBM e a Nokia que queriam evitar a fragmentação da tecnologia desta comunicação sem fio. Este grupo deu o nome provisório ao modelo desenvolvido de “Bluetooh”, ou dente azul em inglês como homenagem ao rei Harald Blåtand, famoso pela união e interação dos povos vikings na Escandinávia.
O que tem a ver Blåtand com Bluetooh. Em dinamarquês, “Blå: significa homem de pele ou dente escuro e “tan”, um homem notável. Traduzindo para o inglês ficou Blåtand = Dente Azul. A pronúncia de Blåtand em inglês facilitou por ser próximo de “bloutonf”. Tal como entre nós, que temos Renato Casagrande e Nei Matogrosso, o rei se chamava traduzindo para o português Haroldo Dente Azul.
Havia muito pouco tempo para o lançamento no mercado e outros nomes foram sugeridos para a tecnologia, mas por fim todos concordaram que Bluetooth seria um nome muito interessante, inclusive do ponto de vista de marketing. O logo e marca ficou como se fosse duas runas viking sobrepostas (Hagall e Berkanan) ou H e B das iniciais de Harald Blåtand.
Observatório
Runas - São pedras com letras que são consideradas mágicas e proféticas na tradição cultural dos Vikings e em toda a Escandinávia. Essas pequenas peças foram encontradas pelo poderoso Deus nórdico Odin, que as divulgou entre seu povo como símbolos de sabedoria e do conhecimento de todos os mistérios dos deuses e dos homens. Sobrepondo as runas vikings Hagall e Berkanan deu-se origem à marca Bluetooth.
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