| Aceituno Jr. |
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| Ricardo Bizarra, da 96FM, avalia gênero em dia de shows ao vivo |
Mais do que simplesmente um gênero musical, para muitos, o rock é estilo de vida. Pode ser pesado, romântico, nacional, pop, de protesto... Variações são muitas e todas formam uma cultura que revolucionou não só a música, mas também comportamentos, ideais e conquistas de gerações.
Criado no início da década de 1950, o ritmo acelerado, basicamente com guitarra, contrabaixo e bateria, apareceu pela primeira vez em um estúdio radiofônico dos Estados Unidos. E nada mais justo que homenagear o rock no seu dia, 13 de julho, colocando os roqueiros ao vivo na rádio.
A ideia foi da 96FM, que convidou as bandas Rockvolver, Doze Cordas e Acústicos & Calibrados para tocar no estacionamento da emissora.
“Quase todas as bandas de rock surgiram em uma garagem e por que não emprestar o espaço da rádio para uma transmissão ao vivo? A proposta era motivar a participação dos ouvintes, que pediram músicas, e valorizar as bandas, que pela primeira vez tocaram ao vivo pela rádio. Deu certo, a participação surpreendeu”, comemora o jornalista Ricardo Bizarra, um dos idealizadores do projeto Garagem 96.
A programação, com 24 horas de rock, foi transmitida do estúdio e da garagem, trazendo entrevistas com os músicos e interatividade com os ouvintes, que pelas redes sociais pediram hits de todas as épocas. Entre as bandas mais citadas estão Pearl Jam, ACDC, U2, Pink Floyd e The Doors.
Toca Raul!
E o rock brasileiro? Tão poético nas letras de Cazuza e Renato Russo, da Legião Urbana, repleto de críticas sociais nos anos 80 e 90 com Ira!, Titãs, Paralamas, RPM e tantos outros nomes, anda “meio perdido” na opinião de Ricardo Bizarra.
“Há 10 anos, a rádio tocava de cinco a oito lançamentos do rock nacional por mês. Agora, estamos com música nova do Skank. De 15 anos para cá, não houve nada atemporal, nenhuma música que permanece viva como ocorria antes”, diz, contando que, entre os brasileiros, o mais pedido foi Raul Seixas.
“Qual é a identidade do rock nacional hoje? As pessoas ficam nostálgicas, tanto que o programa de maior sucesso da rádio é o ‘Túnel do Tempo’. O rock não mudou, mas a produção mudou e novas bandas do circuito internacional, mais comerciais, acabam dominando o espaço dos lançamentos”, comenta.
De acordo com ele, a 96FM é uma das únicas a apostar no gênero, sendo uma alternativa ao estilo sertanejo, o que nem sempre fica claro para o público. Por meio do Facebook, Instagram, WatsApp e Twitter (com o aplicativo Periscope, que transmite imagem e som em tempo real) a rádio registrou mais de 2 mil interações para o Garagem 96. O curioso é que entre os pedidos apareceu o nome de Luan Santana, ícone do sertanejo universitário.
| Éder Azevedo |
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| Rockvolver: Cleber, Diego e Paulo foram logo os primeiros a tocar no local |
Rockvolver
Parte do público prefere o pop, a banda gosta de rock; por isso a Rockvolver faz versões de músicas com pegada rock’n roll. Abrindo a Garagem 96, atenderam pedidos de músicas dos anos 90, como Nirvana e Pear Jam.
“Em Bauru, há espaço para o rock nos bares, mas faltava um evento como esse. Aqui há uma tradição de bandas, que fazem um som legal e com essa iniciativa a 96FM ajuda a levar o rock bauruense para a região”, diz Cleber Rios, baixista da Rockvolver.
| Alex Mita |
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| Doze Cordas: Leo Couto, Paulo Thauan e Julian Tatsuo também estiveram |
Doze Cordas
Voltada para o pop com “veia rock”, a banda Doze Cordas atendeu os pedidos dos ouvintes e focou em grupos novos como Imagine Dragons e Bastille.
“Comecei tocando em garagem e é bacana estar ao vivo na rádio. Toda iniciativa que valorize o rock é importante, porque na mídia os outros estilos sobressaem. O rock nunca vai morrer, a galera que curte não desiste, mas muitos jovens deixam de conhecer. O legal da 96FM tocar rock do passado e do presente é que aproxima a galera”, avalia Julian, guitarra e vocal.
| Aceituno Jr. |
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| Calibrados: Márcio, Xavier, Euler e Rica fecharam as apresentações ao vivo |
Acústicos & Calibrados
Adeptos dos clássicos do rock, os músicos Acústicos & Calibrados foram de Beatles, Roling Stones e Creedence, entre outros, na Garagem 96.
“Esse tipo de iniciativa é o que move a cena. Se as mídias não abraçarem a cultura do rock, principalmente das bandas com som autoral, é mais difícil, mesmo tendo a interação do público pela internet”, reforça Marcião, baixista da banda Acústicos & Calibrados, que também tocou músicas autorais na transmissão.



