Regional

Adolescente morto com tiro em Pederneiras é enterrado

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

O corpo de Cleiton Carlos dos Santos, 13 anos, morto com tiro no peito na última quinta-feira (16) à tarde, em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru), durante briga familiar motivada pela disputa da guarda dele, foi enterrado nessa sexta-feira (17) no cemitério da cidade. Em depoimento, o padrasto do adolescente, que está preso temporariamente, disse que estava sendo ameaçado por familiares do enteado. O irmão dele, apontado como autor do disparo que atingiu a vítima, está foragido.

Conforme divulgado pelo JC com base em informações das Polícias Civil e Militar, Cleiton estava morando com uma tia, irmã do pai biológico, que morreu há 2 anos (leia abaixo). O padrasto dele, Ronaldo Weslley Martins, 26 anos, queria que o garoto voltasse a morar com ele e a mãe, o que vinha gerando desentendimentos.

Na última quinta (16), o padrasto e um tio de Cleiton teriam discutido. À tarde, familiares paternos do adolescente teriam ido até a casa de Ronaldo para buscar roupas do menino. Nova discussão teve início e, segundo a polícia, o irmão do padrasto, Maquesuel da Trindade Martins, 23 anos, efetuou um disparo, atingindo o peito do garoto.

Cleiton foi colocado pelos familiares num Santana e levado até o Pronto-Socorro (PS). De acordo com o tenente Gustavo Barbosa, comandante da PM na cidade, no trajeto, Ronaldo e o irmão perseguiram o carro em uma moto, efetuando disparos. Um deles acertou a tia do adolescente, Maria Claudeluce dos Santos, 32 anos, no ombro. Os disparos ocorreram na avenida Brasil, principal via de acesso a Pederneiras, assustando populares. Viatura da PM que patrulhava a região chegou a perseguir a moto, mas a dupla fugiu. Cleiton e a tia foram levados ao PS da Santa Casa, mas o adolescente chegou na já sem vida. A tia dele não corre risco de morte.

Prisão

A Polícia Civil representou à Justiça pela prisão temporária dos dois irmãos por cinco dias. No final da tarde, Ronaldo se apresentou na delegacia. De acordo com a polícia, ele disse que agiu sozinho, inocentou o irmão e alegou que foi agredido e ofendido por familiares paternos do adolescente. Ontem, um PM que participou da ocorrência prestou depoimento. 

Nos próximos dias, o delegado Adriano Cres irá ouvir a mãe de Cleiton e os ocupantes do carro atingido pelos disparos. Ele explica que aguarda o resultado do exame residuográfico de Ronaldo e laudos da perícia feita no local e necroscópico da vítima para tentar traçar o  panorama do que ocorreu. Caso segue sob investigação.

Salvo pelo pai

Em março de 2013, Cleiton Carlos dos Santos, na época com 11 anos, foi salvo pelo pai José Carlos dos Santos, 37 anos, de afogamento. Conforme divulgado pelo JC na ocasião, os dois pescavam no Tietê, próximo ao porto intermodal, quando Cleiton, o pai e um tio decidiram atravessar um trecho do rio a nado.

O menino começou a se afogar e, desesperado, o pai conseguiu salvá-lo, mas acabou afundando. O tio do garoto tentou socorrer José Carlos, mas também acabou se afogando. Os corpos dos dois só foram encontrados pelo Corpo de Bombeiros no dia seguinte ao afogamento.


 

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