Tribuna do Leitor

Voar

Luiz Carlos Pasquarelo
| Tempo de leitura: 1 min

Logo de manhã, no meu quarto, uma imensa vontade de voar. Procurei enormes folhas de papel branco e desenhei longas asas. Com uma tesoura recortei-as e estendi-as no chão. De barriga para cima, deitei-me sobre elas. Apareceram uma porção de andorinhas, não sei quantas. Entraram pela minha janela, pois sabiam da minha vontade. Pousaram no meu peito e começaram a saltitar a dança de voo, convidando-me para voar. Pela janela aberta, de adas dadas, saímos voando... voando... voando!... Minhas enormes asas, junto com as delas ... pequeninas, assustavam-se ferí-las, pois o vento da rajadas, ameaçavam-nas com minhas asas de papel.


De repente, vejo-me no meu quarto, novamente. Vi uma grande quantidade de andorinhas despedindo-se no peitoril da janela. Eu só via suas silhuetas, pois o sol nascia, todo explendoroso às suas costas.


De barriga para baixo, fechei os olhos com força e abri os braços em cruz no piso frio. De mãos espalmadas, saí voando... voando... voando, mesmo sabendo-me... “Cordado?!”

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