| Ben Gilmour/Divulgação |
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| Incêndio no fim da manhã dessa terça-feira (21) pôde ser visto de longe |
Um incêndio de grandes proporções destruiu quatro alqueires, equivalentes a nove campos de futebol, de uma área verde existente na quadra 10 da avenida Affonso José Aiello, aos fundos de um condomínio residencial na zona sul.
O fato foi registrado às 11h43 dessa terça-feira (21) pelo Corpo de Bombeiros, que empenhou três equipes e trabalhou mais duas horas e meia para conter as chamas, que se alastraram rapidamente e puderam ser vistas de longe. Ninguém ficou ferido.
Foram utilizados dois caminhões autobombas que dispensaram cerca de 10 mil litros de água para controlar o incêndio, além de seis abafadores, conhecidos popularmente como vassourões.
“Não sabemos ser foi uma ação criminosa ou não, mas o fogo começou próximo a uma mata ciliar. Nossa preocupação, inclusive, era proteger o máximo essa área”, informou o sargento Celso Luís Souza Ferreira, que comandou a operação no local.
O incêndio assustou moradores de um residencial existente ao lado do terreno.
Segundo o Corpo de Bombeiros, no entanto, não houve riscos de o fogo se alastrar e atingir casas, já que, próximo aos muros que cercam o condomínio, existem espaços de terra chamados de aceiros, que impedem a propagação do fogo.
Outra ocorrência
Já na madrugada dessa terça (21), uma casa teve um dos cômodos completamente destruído pelas chamas, na quadra 1 da rua Irene Pregnolato Pinto Nogueira, no Jardim Nova Esperança. Não houve vítimas.
De acordo com a PM, vizinhos informaram que um familiar seria suspeito de dar início ao fogo, mas não foi confirmado. O Corpo de Bombeiros fez o rescaldo do incêndio. No local, segundo vizinhos, mora um casal, uma adolescente e um jovem. Este último seria sobrinho do casal. Não havia ninguém no imóvel quando as chamas se alastraram.
Com mais umidade, este é o julho de maior temperatura desde 2006
O incêndio da área verde aconteceu cerca de quatros horas antes da chuva que atingiu Bauru na tarde dessa terça e registrou acumulado de 2,3 milímetros. Inclusive, o mês de julho tem sido mais quente e úmido que o normal para a época.
“E, por isso, não podemos relacionar este evento ao tempo seco”, reforça o meteorologista Thiago Ferreira, do IPMet da Unesp.
Para fins comparativos, até a noite desta terça-feira, a chuva em julho acumulava 81,3 milímetros. A expectativa é de que os números se igualem aos de julho de 2010, quando a cidade registrou chuva acumulada de 88 milímetros.
Já a temperatura máxima registrada ontem foi de 25,2 graus, registrada às 15h.
Vale ressaltar que a extrema máxima deste mês ocorreu no dia 14, quando os termômetros chegaram a 31,2 graus. A temperatura é a maior de julho em nove anos. Em 2006, o mês chegou a registrar 31,3 graus.
No ano passado, o mesmo mês fechou com máxima de 30,9 graus.
Chuva continua até o final de semana
Previsões do IPMet apontam que há previsão de chuva para a cidade até o final de semana. Hoje, a temperatura máxima prevista é de 22 graus e a mínima de 15 graus, com possibilidade de chuvas isoladas no período da tarde.
Nesta quinta-feira (23), também deve chover à tarde e os termômetros devem ficar entre 23 e 16 graus. A mesma temperatura é prevista para sexta, que ficará parcialmente nublada e deve registrar chuvas vespertinas mais intensas.
