Política

Chorume: Emdurb "acusa" sistema pelo atraso e nega irregularidades

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Quioshi Goto
Nico e os técnicos Sidnei de Souza e Lívia Tavares Benetti foram à Comissão de Obras nessa quinta-feira (23)

A Emdurb negou à Comissão de Obras da Câmara Municipal a existência de irregularidades no processo de contratação de tanques alugados para armazenar, improvisadamente, o chorume produzido pelo aterro sanitário de Bauru. Na tarde dessa quinta-feira (23), o presidente Nico Mondelli e técnicos do setor de contabilidade alegaram a existência de “delay” (atraso, em inglês) no sistema utilizado para o lançamento de empenho dos recursos utilizados para a locação.

Na última segunda-feira (20), o vereador Lima Júnior (PSDB) mostrou, durante a sessão legislativa, que a cotação de preços precedente à contratação era do dia 30 de junho, enquanto a nota de empenho dos valores – já com o nome da empresa fornecedora dos tanques (Euclides Renato Garvuio) – é datada de 26 de junho. “Como a vencedora sai antes da cotação”, questionou no dia.

Nessa quinta, porém, Nico e sua equipe explicaram que, apesar de a nota de empenho ter sido do dia 1º de julho, posterior à cotação de preços, o sistema de contabilidade pública utilizado pela Emdurb trabalha sempre em datas anteriores, como em um “delay”. “Foi feito no dia 1º, mas, lá para o sistema, era 26 de junho”.

A Emdurb mostrou documentos com as datas em que o sistema foi acessado pelos funcionados, atestando a cronologia correta dos fatos.

Além disso, o diretor financeiro do órgão, Amaury Roma, entregou aos vereadores relatório da empresa auditora Staff, com o seguinte parecer: “O empenho em análise foi gerado às 11h46 do dia 01/07/2015, como pode ser observado no documento oficial emitido pela Contabilidade. Entretanto, por erro material, consta no referido documento o dia 26/06/2015, data contábil em que a Contabilidade estava registrando as operações, não estando caracterizando dolo, má fé, conluio ou direcionamento da referida compra”.

Roma explicou ainda que, normalmente, os técnicos esperam que o dia do sistema de contabilidade alcance o dia dos atos para que os lançamentos sejam feitos. O caso dos tanques de chorume, no entanto, exigia urgência.

Nico Mondelli, que datou à mão a nota de empenho, disse que o episódio serviu para que a Emdurb aprimore seus procedimentos. “Agora, vamos datar a partir dos atos e não do dia indicado pelo sistema”.

PROVIDÊNCIAS

A Comissão de Obras decidiu checar as informações prestadas pela Emdurb junto à Cecam, empresa responsável pelo sistema de contabilidade utilizado.

Além disso, os vereadores vão questionar, formalmente, a existência de documentos que tenham avisado o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) sobre os problemas na destinação de chorume do aterro.

Como mostrou o JC, sabendo que o contrato com a empresa que retirava o material da lagoa estava chegando ao fim desde o mês de março, Mondelli demorou 35 dias para se manifestar no processo que pedia a abertura de nova licitação.

Líder da oposição, Lima Júnior já informou que, diante disso, a Câmara indicará que os gestores públicos devolvam ao caixa da Emdurb o dinheiro gasto com o aluguel emergencial dos tanques (aproximadamente R$ 15 mil).

 

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